Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

CPI da Pedofilia aprova quebra de sigilo bancário de advogada em Coari, a 363 km de Manaus

A quebra de sigilo bancário da advogada Clícia Figueiredo vem na esteira das denúncias de desvio público da Prefeitura de Coari

Castro também disse que se sente frustrado com a postura supostamente passiva da Executiva Estadual da sigla

Segundo Luiz Castro, há sérios indícios de desvio de dinheiro público para pagamento de advogados particulares de Adail Pinheiro (Rubilar Santos)

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia aprovou em sessão na tarde desta terça-feira (10) na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) a quebra de sigilo bancário da advogada Clícia Figueiredo. Ela, segundo o deputado estadual Luiz Castro (PPS) ocupou cargo de confiança do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJ-AM) e é suspeita de tráfico de influência. 

É a quarta quebra de sigilo bancário aprovada pela CPI, que vem investigando as denúncias de pedofilia e de corrupção feitas contra o prefeito afastado de Coari, Adail Pinheiro. Luiz Castro acredita na necessidade da medida, uma vez que, segundo ele, há sérios indícios de desvio de dinheiro público para pagamento de advogados particulares de Adail.

"A CPI tem a prerrogativa de quebrar sigilos bancários quando devido e ela pode e deve investigar as contas de um município cuja gestão é suspeita de envolvimento no maior esquema de abuso de menores e de corrupção da Região Norte, talvez do Brasil inteiro", disse o parlamentar.

Últimas quebras de sigilo bancário

No último dia 27 de maio, a CPI aprovou a quebra do sigilo bancário da Prefeitura de Coari, do prefeito afastado Adail Pinheiro, do vice-prefeito Igson Monteiro e do advogado Francisco Balieiro.

Segundo Luiz Castro, Francisco recebeu R$ 275 mil da Prefeitura, supostamente para defender Adail Pinheiro das acusações de corrupção, abuso sexual e exploração de menores de idade. Na ocasião, foram apresentados extratos de pagamento dos dois primeiros meses deste ano, que comprovaram a transferência de R$ 100 mil em janeiro e mais R$ 175 mil em fevereiro.

Coari rebate

Nesta terça-feira, a Prefeitura de Coari emitiu nota na qual entende as informações divulgadas pelo parlamentar como "equivocadas e deturpadas, com a clara intenção de fomentar imagem de instabilidade e corrupção na administração municipal, visando induzir órgãos federais e estaduais a promoverem uma intervenção no município, forçados pela opinião pública, e assim garantir promoção pessoal com fins eleitoreiros".

Na nota, o poder municipal da cidade se dispõe a prestar informações a órgãos fiscalizadores como a Câmara Municipal de Coari, o Tribunal de Contas do Estado (TCE), o Tribunal de Contas da União (TCU), e os Ministérios Públicos Estadual (MPE) e Federal (MPF), aos quais, segundo ela, nunca negou esclarecimentos.

No entanto, a prefeitura questiona o pedido do deputado Luiz Castro pois, no seu entendimento, ele representa uma “tentativa de envolver sua administração municipal a fatos alheios à sua atividade administrativa e sim, relativos às acusações direcionadas ao prefeito afastado Adail Pinheiro”.

A nota ainda vai além, alegando a intenção da Prefeitura de "denunciar o deputado Luiz Castro na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas por quebra de decoro parlamentar, solicitando que seja investigado o uso de documento obtido de maneira ilegal".

"Ora, se eles não tivessem medo, eles até ofereceriam todos os extratos de pagamento e nos ajudariam a esclarecer a situação, mas esse tipo de conduta agressiva só mostra como estão apreensivos. Infelizmente, o vice-prefeito Igson Monteiro é muito ligado ao prefeito preso, Adail Pinheiro, e segue ordens", explicou Luiz.

"Além disto, não se discute, principalmente em sede de CPI, como obtive o documento. O que nos interessa é saber pra onde está indo esse dinheiro. Eles são contrários a essa quebra, mas a CPI tem autoridade para tal", garante Luiz.

"Ao questionarem a obtenção dos extratos, eles só mostram como estão incomodados. Bem, se já estavam incomodados com a aprovação da quebra de sigilos bancários do prefeito, do vice-prefeito e do advogado Francisco Balieiro, vão ficar ainda mais com a aprovação da quebra de sigilo bancário da Clícia Figueiredo", concluiu ele.