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Caçamba envolvida em acidente com micro-ônibus estaria no limite de velocidade, diz empresa

Segundo a empresa Etacom, o caminhão caçamba possuía tacógrafo, um aparelho que concentra informações sobre velocidade do veículo. A Polícia Civil contesta e acredita em alta velocidade. O tacógrafo foi levado para perícia

Entre as vítimas estão os motoristas dos dois veículos, que já foram retirados do local sem vida, devido à força da colisão

A colisão entre o caminhão caçamba e o micro-ônibus deixou 15 vítimas fatais e 17 sobreviventes (Clóvis Miranda)

O caminhão caçamba envolvido no acidente com um micro-ônibus na última sexta (28), em Manaus, estava dentro do limite de velocidade, 60 km/h, durante a colisão que deixou 15 vítimas fatais, segundo versão da empresa Etacom., proprietária do caminhão e que presta serviços terceirizados de asfaltamento e calçamento para a Prefeitura de Manaus pela avenida Djalma Batista, onde aconteceu o acidente.

A afirmação contraria a versão sugerida pela Polícia Civil, de que a alta velocidade na condução da caçamba tenha causado o acidente. Segundo o advogado da Etacom, Francisco Figueira, que falou à imprensa nesta terça (1º), o caminhão caçamba, de cor branca e placas OAJ-8863, era um modelo novo, do ano 2013, e possuía tacógrafo, um aparelho que controla o limite de velocidade.

“Esse tacógrafo sinalizava sempre quando alguém ultrapassava o limite de velocidade”, disse. Segundo Figueira, o motorista que conduzia a caçamba, Ozaias Costa, era funcionário desde setembro de 2013 e não tinha histórico de excesso de velocidade na condução do veículo. “Ele sempre dirigiu dentro do limite. Quando a pessoa ultrapassava, o tacógrafo dava a sinalização sonora”, afirmou o advogado.

Conforme o representante da Etacom, a empresa só tinha acesso às informações do tacógrafo quando o motorista retornava à sede da empresa, que fica na avenida Max Teixeira, em frente ao Colégio da Polícia Militar. Após o acidente de sexta, a Etacom não teve acesso ao aparelho, já que a Polícia Civil o recolheu para que fosse feita a perícia.

O caminhão caçamba foi retirado do local do acidente, assim como o microônibus envolvido, e levado para o parque de estacionamento do Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Conforme Figueira, o motorista Ozaias tinha habilitação para dirigir e o caminhão estava regularizado no Detran.

Acompanhante

Raimundo Nogueira dos Santos, motorista de retro-escavadeira que estava de carona na cabine do caminhão caçamba no momento do acidente, sobreviveu e está em casa após receber alta hospitalar do Pronto Socorro João Lúcio, onde recebia atendimento por contra do traumatismo crânio encefálico causado durante a colisão.

A reportagem tentou contato com Raimundo na casa dele, no bairro Colônia Santo Antônio, Zona Norte, mas o mesmo está impossibilitado de se comunicar, já que está com o rosto inchado e partes do corpo ainda com curativos. O depoimento dele na Delegacia de Trânsito (Deat), que investiga o caso, é um dos mais esperados e que pode solucionar o caso.

Assistência às famílias

O representante da Etacom, Francisco Figueira, afirmou que desde esta segunda (31) a empresa contratou uma equipe de psicólogos e assistentes sociais para dar apoio às famílias das 15 vítimas fatais e 17 sobreviventes do acidente. Porém, eles estão com dificuldades de encontrar o endereço dessas pessoas.

“Quando soubemos do problema não tivemos como fazer muita coisa. Até porque os órgãos oficiais ficaram à frente da situação. Pedimos ajuda da imprensa para divulgar nossos números de telefone. Estamos dispostos a dar assistência”, disse o advogado. O número de telefone da Etacom é (92) 3636-6496/8934 e 8115-8503.