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Câmara pode instaurar CPI do Transporte Público em Manaus nas próximas semanas

Proposta do vereador Waldemir José (PT), apresentada em 2013, volta à pauta da Casa após transtornos causados por greves; vice-líder do prefeito, Ednailson Rozenha (PSDB) criticou a medida, por acreditar que ela constrange a administração municipal em ano de eleições

Ônibus parados no último dia 7 de abril; em 10 anos, Sindicato dos Rodoviários já promoveu 40 greves

Ônibus parados no último dia 7 de abril; em 10 anos, Sindicato dos Rodoviários já promoveu 40 greves (Luiz Vasconcelos/Arquivo AC)

A sucessão de greves do transporte público em Manaus, e os consequentes prejuízos impostos à população, levaram os vereadores da Câmara Municipal a resgatar a proposta de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o setor, de autoria de Waldemir José (PT). Feita ano passado, ela acabou engavetada por falta de interesse dos parlamentares.

Porém, as novas denúncias relacionadas a Givancir Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM), e seu irmão Josildo, também apontado como uma figura de comando por trás dos motins, reacenderam a necessidade de investigações. O vereador Waldemir já até começou a coletar as assinaturas para dar início ao inquérito, mas o colega Ednailson Rozenha, vice-líder da Prefeitura na Casa, atacou a medida como uma forma de constranger a administração municipal em ano de eleições.

O fato de duas das 10 assinaturas já recolhidas serem de Plínio Valério e Mário Frota, figuras eminentes, no Amazonas, do PSDB, partido do prefeito Artur Neto, irritou ainda mais o vice-líder. “Fazendo isso (assinar a CPI), vossa excelência (Plínio Valério) constrange a base aliada do prefeito, nos coloca numa situação difícil e mostra que tem seus interesses. Critiquei, ontem (terça-feira, 13), o titular da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU), Pedro Carvalho, pelos problemas do transporte público de Manaus, mas uma coisa é criticar e cobrar providências. Outra é assinar uma CPI em um ano eleitoral, onde vai se usar o tema unicamente para autopromoção”, afirmou Rozenha, com irritação.

Valério, porém, argumentou que qualquer tipo de investigação é válido para ajudar a resolver os problemas da cidade. “Sou amigo do prefeito Arthur e tenho certeza que, se ele estivesse aqui, também assinaria o pedido da CPI”, contrapôs o parlamentar.

Após conduzir uma investigação sobre as empresas que operam o sistema de transporte público em Manaus, Waldemir José concluiu de que elas não cumprem o acordo firmado com a Prefeitura de Manaus. Um dos fatos graves que o parlamentar observou durante a atividade foi o número de viagens dos ônibus, que não é cumprido. No bairro de Petrópolis, por exemplo, deveriam ocorrer 18 viagens em 2 horas, conforme determina a planilha apresentada pelo Superintendente Municipal de Transporte Urbano (SMTU) Pedro Carvalho ao vereador, mas na prática são realizadas apenas 9 viagens.

Até o momento, além do próprio autor, assinaram o pedido de CPI os vereadores petistas Rosi Matos e Professor Bibiano; Gilmar Nascimento (PDT), Isaac Tayah (PSD), Massami Miki (PSL), Marcel Alexandre (PMDB), Plínio Valério (PSDB) e Arlindo Júnior (PROS).