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Centro de Manaus recebe ato contra soltura de motorista que matou dois no trânsito

Familiares e amigos das vítimas – um homem e uma mulher - prometem outras manifestações para não deixar na impunidade crimes como esse. Renato Benigno estava embriagado e com a CNH vencida no dia do acidente fatal

Nas ruas do Centro da cidade, a dor das famílias pelas mortes foi lembrada

Nas ruas do Centro da cidade, a dor das famílias pelas mortes foi lembrada (Luiz Vasconcelos )

Uma passeata tomou conta das ruas do Centro de Manaus na manhã deste sábado (23) para questionar a libertação, ocorrida na última terça-feira (19), do agente administrativo Renato Fabiano dos Santos Benigno, de 37 anos, que responde pela morte de duas pessoas em acidente de trânsito ocorrido no último dia 12 de maio.

Embriagado, conforme laudo da perícia, Renato voltava de uma casa de forró, na área do Tarumã, Zona Oeste, e dirigia em alta velocidade quando atingiu a traseira de uma picape modelo Strada que vinha sendo empurrada pelas vítimas. Henrique Monteiro Galvão, 18, e Keyllene Moreira de Almeida, 28, tiveram seus corpos esmagados e morreram na hora. Outras três pessoas ficaram feridas.

Para os organizadores da passeata, que deve se repetir outras vezes, é inaceitável deixar Benigno em liberdade, sob a justificativa de que outros causadores de morte no trânsito não estavam presos. Segundo Alcilene Nogueira Amoedo, mãe de Keyllene, o objetivo agora é transformar a dor que sente como motivo para protestar contra atitudes como a da juíza que libertou um indivíduo extremamente perigoso para a sociedade.

“Quem garante que ele não vai pegar outro carro e sair por aí, já que se sente protegido pela justiça?”, questionou ela, lamentando a inversão do papel da justiça de proteger os cidadãos de bem.

Entenda o caso

Renato Benigno estava preso preventivamente no quartel da Polícia Metropolitana após ter recebido ameaças de morte de outros presos.  Para familiares das vítimas, a libertação dele é como um incentivo a outros que costumam dirigir bêbados.

O alvará de soltura já foi contestado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM). O procurador de justiça Flávio Ferreira Lopes, pediu para que o Tjam negasse o pedido dos advogados de Benigno, que era impedido de conduzir automóvel, pois já havia acumulado 120 pontos de multa em sua carteira de habilitação.

Por isso, o veículo dirigido por ele durante o acidente está registrada em nome da irmã dele, a advogada Maria Auxiliadora dos Santos Benigno.