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Cerca de 80 mil fiéis lotam as ruas do Centro de Manaus para a tradicional procissão de Corpus Christi

A procissão saiu da Praça da Matriz e passou pelas avenidas Sete de Setembro, Joaquim Nabuco, 10 de Julho e Eduardo Ribeiro antes de voltar ao lugar de origem para uma missa especial

80 mil pessoas, inclusive alguns turistas estrangeiros, participaram da procissão que percorreu as principais ruas do Centro de Manaus

80 mil pessoas, inclusive alguns turistas estrangeiros, participaram da procissão que percorreu as principais ruas do Centro de Manaus (Evandro Seixas)

Aclamando "Viva Jesus Cristo!", milhares de fiéis se reuniram no Centro de Manaus no final da tarde desta quinta-feira (19) para a tradicional procissão de Corpus Christi. A passeata, que atraiu cerca de 80 mil pessoas para as ruas centrais de Manaus, segundo a Polícia Militar, celebra a Eucaristia, importante sacramento da fé católica.

A procissão, cuja tradição remonta à Europa do século 13, saiu da Praça da Matriz por volta das 16h30 e seguiu pela avenida Sete de Setembro até entrar na avenida Joaquim Nabuco. De lá, os fiéis subiram a rua 10 de Julho, passando pela Igreja de São Sebastião, onde pararam ao som dos sinos da igreja, que tocaram para eles.

O percurso terminou logo após, quando os devotos entraram na avenida Eduardo Ribeiro e seguiram até uma estrutura montada para a ocasião, nas proximidades da praça que serviu como ponto de partida. Lá, por volta das 18h, aconteceu uma missa especial conduzida pelo arcebispo da capital amazonense, Dom Sérgio Castriani.

Quem fez todo esse trajeto a pé e com fé foi o casal Renan Rodrigues, 24, e Nathy Guimarães, 22. Eles dizem que vêm todo ano à procissão e reforçam a importância desse compromisso para quem é católico.

"O significado da procissão de Corpus Christi, para nós católicos, é um sinal de amor, o grande amor que Cristo tem por nós, que, além de se entregar por nós morrendo na cruz, deixou o bem mais precioso, que é a Eucaristia", explica Renan.

"Nós podemos comungar do seu corpo e do seu sangue, então o significado de vir pra procissão, participar, caminhar, fazer esse esforço, retribui um pouquinho do tão grande amor que Jesus tem para conosco", acrescentou.

Nathy ainda completou: "Nós costumamos vir para que possamos crescer na nossa fé e repassar futuramente aos nossos filhos que algum dia poderão vir aqui compartilhar conosco esse momento de fé e união com Jesus".

Visão estrangeira

Por passar por uma área tão central, tradicional e visada por turistas, a procissão acabou servindo de atração para os estrangeiros que estavam a passeio pelo Largo de São Sebastião no fim de tarde.

O casal Dalia Alvarez, 28, e Alberto Escebedo, 34, tiravam várias fotos do evento enquanto ele passava pelo lado do Teatro Amazonas. "Somos do México e lá também temos uma tradição católica muito forte, assim como os demais países da América Latina", disse Alberto, que, como a esposa, estava à caráter como um membro da torcida croata.

"Lá também temos o festejo de Corpus Christi, mas é diferente. Nós cantamos tudo a cappela, fazemos a música da procissão. Vocês colocam músicas em carros de som por aqui", explicou Dalia, pouco antes dos alto-falantes fazer o cântico "Nossa Vida", de Manoel Nerys, ressoar pelo Centro Histórico.

"Foi uma surpresa encontrar isso aqui. Estou passando por várias cidades do país e pretendo ver a seleção da Inglaterra jogar em Belo Horizonte semana que vem", revelou a inglesa Nicola Simpson, 25.

"Confesso que não entendo muito de Corpus Christi. Não é muito popular na Inglaterra, onde a maior parte da população é anglicana, mas já ouvi falar da festividade", admitiu Nicola.