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Seis presos fogem de penitenciária neste sábado (26) em Manaus

Todos são considerados de alta periculosidade e cumpriam pena em regime fechado no Compaj. Eles abriram um buraco na parede que os separavam do regime semiaberto e pularam um muro

Os presos estão sendo procurados pelas Polícias Civis e Militares

Os presos estão sendo procurados pelas Polícias Civis e Militares (Divulgação)

Seis detentos escaparam do Complexo Penintenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado no Km 8 da rodovia BR-174 (Manaus-Boa Vista) na madrugada deste sábado (26). Entre eles, está Gelson Lima Carnaúba, o "Cabeça", um dos membros fundadores da facção criminosa Família do Norte (FDN).

De acordo com o secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), o coronel da Polícia Militar Louismar Bonates, uma recontagem foi feita e foi constatado que Gelson deixou o presídio junto com outros cinco detentos.

"Eles abriram um buraco na parede que separa a área onde ficam os presos em regime fechado e a área em que ficam os presos em regime semiaberto. Uma vez na área do semiaberto, eles pularam facilmente o muro, que é baixinho", informou Bonates.

A Sejus já identificou a participação de agentes da segurança do presídio, que é feita por uma empresa terceirizada, na facilitação da fuga. O número deles não foi divulgado, mas a Secretaria informou que eles foram afastados e encaminhados à Polícia Civil para responderem um inquérito.

Os fugitivos são Gelson Lima Carnaúba, Adalberto Salomão Guedes da Silva, Geremias Ribeiro da Silva, Jefferson Oliveira da Silva, Kaio Wellington Cardoso dos Santos e Vagner Castro Pontes. Todos eles são considerados de alta periculosidade para a polícia, e policiamento foi reforçado em Manaus e no interior para tentar recapturá-los.


O mais perigoso deles é Gelson Carnaúba, considerado fundador da facção criminosa FDN. Ele é acusado de ter comandado a rebelião mais sangrenta do sistema penitenciário do Amazonas, ocorrida em 2002, junto com outros presos identificados como Marcos Paulo, Francisco Álvaro e Elmar Libório, o “Macaxeira”.

Todos eles foram julgados e condenados pela morte de 14 presos que cumpriam pena no Compaj. Carnaúba recebeu condenação de 120 anos de prisão e chegou a cumprir pena na penitenciária federal de Mato Grosso do Sul, mas voltou para Manaus após membros da FDN pressionarem autoridades para o retorno dele através de greve de fome.

A FDN é considerada a maior facção do crime organizado do Amazonas, com fortes laços junto ao Comando Vermelho, do Rio de Janeiro. As atividades criminosas do grupo incluem tráfico de drogas, sequestro, assalto, homicídios, extorsão e até mesmo exploração de jogos de azar.