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Chuva ameaça 128 mil pessoas em áreas de risco, em Manaus

Estudo do CPRM identifica que as Zonas Norte e Leste concentram moradias em locais propensos a tragédias

Comunidade ‘Meu bem, meu mal’, na Compensa, Zona Oeste, teve casas desabadas após deslizamento de terra

Comunidade ‘Meu bem, meu mal’, na Compensa, Zona Oeste, teve casas desabadas após deslizamento de terra (Antonio Lima)

As chuvas em Manaus devem continuar nos próximos dias, segundo o Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e as áreas de risco são as que mais sofrem neste período. Elas são 738 em várias Zonas e abrigam 128 mil pessoas.

De Norte a Leste, os moradores de áreas de risco têm um motivo a mais para se preocupar com as chuvas. A Defesa Civil Municipal aponta que, de janeiro a março, as duas zonas foram as que mais registraram ocorrências de alagação.

O Mauazinho, na Zona Leste, é o mais vulnerável para ocorrências de deslizamentos de terra e desabamentos de casas. Os bairros Jorge Teixeira, Santa Inês e Nova Vitória também possuem mapeadas áreas que sofrem com deslizamentos.

O monitoramento das áreas de risco pela Defesa Civil de Manaus é baseado num levantamento feito pelo Centro de Estudos Geológicos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM).

“A área mais vulnerável no mapeamento é o Mauazinho por conta de alguns fatores como a declividade dos terrenos e ocupação irregular da área”, explica o diretor do Departamento de Operações da Defesa Civil Municipal, Cláudio Belém.

De acordo com o Sipam, as chuvas deste mês em Manaus ultrapassaram a média esperada para o período, que era de 240 a 300 mm. Até às 7h de ontem, o volume de precipitações chegou a 427 mm e, inclusive, ultrapassou a faixa de chuvoso que varia entre 300 mm a 370 mm, atingindo a faixa de muito chuvoso, acima de 370 mm.

De janeiro a março, as Zonas Norte e Leste registraram 65 e 28 ocorrências, respectivamente, de alagação. Mais de 60% do total de ocorrências de inundação registradas nos três meses. Segundo a Defesa Civil foram 89 somente neste mês, 26 em fevereiro e 21 em janeiro.

Na Norte, o bairro Cidade Nova registrou 14 ocorrências de alagação. Na Leste, no bairro Jorge Teixeira foram 13 ocorrências de inundação desde janeiro. “São pelo menos 738 pontos de área de risco em Manaus mapeados”, destaca Cláudio Belém.

Além de alagações, deslizamentos e desabamentos de casas, outro problema nas áreas de risco são as ‘voçorocas’, crateras que se expandem pela ação da água da chuva ou de sistema de esgoto mal feito. A ausência de vegetação também contribui para que as voçorocas aumentem.

Plano baseado em estudo do CPRM

O plano de contingência da Defesa Civil de Manaus para o período chuvoso também está baseado no mapeamento das áreas de risco feito pelo CPRM, segundo informações do Departamento de Operações do órgão municipal.

“Através do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemadem) conseguimos pluviômetros (aparelhos que medem a quantidade de chuva) para colocar nessas áreas de risco. A partir de um determinado volume de chuva que cai numa dessas áreas, de acordo com o nosso plano de contingência, deslocamos uma equipe. Se acontecer qualquer tipo de ocorrência, nosso tempo de resposta é imediato”, explica o diretor do departamento, Cláudio Belém.

Os pluviômetros foram instalados em bairros como Mauazinho, Jorge Teixeira, Cidade Nova, Tarumã e Compensa, por exemplo. “Logicamente que, antes da gente acionar qualquer coisa, contamos também com o Sipam“, que é nosso parceiro ”, completa.