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Cidade é invadida por camelôs

Camelôs e vendedores ambulantes se espalham por outros bairros de Manaus e tomam conta de calçadas e até das ruas

Na rua Penetração, na Zona Leste, as bancas de camelôs e ambulantes se espalham por quase um quilômetro na Feira do Mutirão, invadindo ruas e calçadas

Na rua Penetração, na Zona Leste, as bancas de camelôs e ambulantes se espalham por quase um quilômetro na Feira do Mutirão, invadindo ruas e calçadas (Euzivaldo Queiroz)

Em meio à euforia da população pelo novo visual de parte do Centro de Manaus, que começa a ficar “livre” dos camelôs, cresce a preocupação com outras áreas da cidade, dominadas pelos vendedores ambulantes do comércio informal.

A preferência dos camelôs são as feiras livres espalhadas pelos bairros da capital, mas eles também ocupam áreas próximas a locais de grande concentração popular, como escolas e igrejas. E sem qualquer forma de ordenamento, invadindo calçadas e até as ruas.

Um exemplo pode ser visto na avenida André Araújo, bairro Aleixo, Zona Centro-Sul, depois da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), no sentido Centro-bairro. Um trecho da calçada, teoricamente construído para facilitar a locomoção de pedestres, está sendo tomado por barracas de lanches e afins.

A Prefeitura afirma que tem projetos para requalificar as feiras e transferir os vendedores do comércio informal para lugares apropriados, mas, de concreto, quase nada foi feito.

‘Zona’ na Zona Leste

Na Feira do Mutirão, bairro Amazonino Mendes, Zona Leste, a invasão de calçadas e de boa parte da via se estende por mais de um quilômetro da rua Penetração. No estilo aberto, é a maior feira de Manaus tanto em extensão quanto em número de comerciantes. No quesito desorganização, também disputa o primeiro lugar.

Em plena rua, de ambos os lados, comerciantes informais colocam bancas, oferecendo os mais variados tipos de produtos, inclusive alimentícios, tudo a céu aberto, exposto à contaminação pelo lixo, que só é recolhido à noite.

Não bastasse a ação dos camelôs, os donos de lojas também avançam seus expositores de produtos além das calçadas, forçando os pedestres a transitarem pelo espaço que resta da rua, desviando de carros, caminhões e motocicletas em movimento. A invasão da rua e das calçadas se estende até a avenida Autaz Mirim, também conhecida como Grande Circular.

Trânsito

Às 9h da manhã de sexta-feira, um dos horários mais movimentos na feira, dois caminhões-baú descarregavam mercadorias, estacionados numa das duas pistas da rua, engarrafando o trânsito e causando transtorno também aos pedestres. Somado às bancas que ocupam parte das ruas,  o estacionamento irregular ajuda a complicar ainda mais a vida dos pedestres.

Uma vendedora, que não quis se identificar, disse que são raras as aparições de fiscais da prefeitura no local. Ela lembra que há cerca de um mês alguém da Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab) teria promovido uma reunião, pedindo a feirantes e camelôs que respeitassem pelo menos o espaço dos pedestres, o que não foi atendido.

Nessa área, a reportagem não encontrou fiscalização, nem do setor de feiras e mercados, nem de trânsito.

Saiba mais - Projeto tem, mas...

A Secretaria Municipal de Comunicação informou que a prefeitura tem mais de um projeto para a requalificação das feiras e a realocação dos camelôs, a exemplo do que ocorreu com os que trabalhavam nas avenidas Sete de Setembro e Eduardo Ribeiro e praça da Matriz. A assessoria só não soube informar quando eles serão colocados em prática.

Sem data para transferência total

A Secretaria Municipal do Centro (Semc) tem o cadastro de 2.030 camelôs que trabalham na área central de Manaus. Destes, 650 já foram realocados para as galerias provisórias das ruas Floriano Peixoto, Epaminondas e Miranda Leão. O restante (1.380) está ocupando os demais logradouros, exceto nas avenidas Eduardo Ribeiro e Sete de Setembro e Praça da Matriz.

O futuro desse grupo depende da construção das galerias definitivas, no Terminal 4, bairro Jorge Teixeira, Zona Leste, no espaço Espírito Santo, na rua Lobo D’Almada, e no antigo Posto Sete, na rua Miranda Leão.

Até agora, a Prefeitura de Manaus não tem data exata para realocá-los, apenas a previsão de que os trabalhos possam estar concluídos em três meses. Enquanto isso, todos ficam no aguardo, mas atuando normalmente.

Na tentativa de repelir qualquer pretensão oportunista, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Manaus alerta que só serão beneficiados pelo programa de galerias definitivas os camelôs que já fazem parte do grupo que foi cadastrado previamente.

Ocupação irregular em outras zonas

Na rua J do bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste, e na avenida Laguna, bairro Lírio do Vale, Zona Oeste, a cena se repete, mesmo que seja em menor proporção.

Situação complicada também enfrentam condutores de veículos e transeuntes da rua São Pedro, a principal do bairro Compensa 2, Zona Oeste. A invasão se dá em dois trechos da via. Num deles, tem até banca com exposição de carne bovina, suína e frango, sem os mínimos cuidados de higiene. Mais adiante, a Praça do Triângulo já foi completamente tomada por vendedores de frutas e de acessórios para celular.

Outra grande concentração de comerciantes informais há muitos anos vem tomando conta de uma via pública que liga a rua São Pedro à avenida Brasil, e que já foi até batizada de Beco do Peixe. O local fica localizado próximo à Feira da Compensa.

Semana passada, fiscais do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) notificaram vários veículos estacionados em locais proibidos, a maioria próximos às duas feiras abertas da rua São Pedro, na Compensa.