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Assaltantes matam comerciante no Jorge Teixeira porque ele não tinha dinheiro no caixa

Idoso morreu nesta quarta-feira (29) depois de ter levado três tiros nas costas de bandidos que tentaram assaltar seu mercadinho no domingo (26)

Na foto, Elson (a vítima) acompanhado da irmã

Na foto, Elson (a vítima) acompanhado da irmã (Reprodução/ Antônio Menezes)

"A gente quer justiça! Meu irmão trabalhava dia e noite nesse comércio e sonhava em construir a casa dele. E agora ele se foi". Esse é o depoimento emocionado de Mariniusa Santos Barbosa, 50, irmã do comerciante Elson Souza dos Santos, 69, assassinado após tentativa de assalto no último domingo (26), em Manaus.

Elson foi atingido por três tiros nas costas por assaltantes que queriam roubar o mercadinho dele, mas que fugiram sem levar nenhum pertence. A vítima estava internada no Hospital e Pronto Socorro Platão Araújo, e acabou falecendo ontem.

Câmeras de segurança da escola EMEF Dr. Paulo Pinto Nery, localizada em frente do comércio de Elson, na rua Boari, Jorge Teixeira 3, Zona Leste, podem ter registrado o momento do assalto. As imagens já foram solicitadas pelo delegado Ivo Martins, do 30º Distrito Integrado de Polícia (DIP), à direção da escola.

"Eles chegaram numa moto, disseram que queriam uma caixinha de cerveja e pediram que colocasse na sacola. Meu irmão estava atrás do freezer, abaixado, ajeitando um problema (no aparelho)", disse a comerciante Rosa Souza dos Santos, 46, outra irmã de Elson.

Segundo ela, Elson tinha acabado de abrir o comércio, por volta das 9h de domingo, e a filha dele de 11 anos, que ajuda o pai nas vendas, foi quem falou com os dois assaltantes. Os homens chegaram em uma motocicleta, sendo que um deles estava vestido com roupa de mototaxista.

“Eles (ladrões) avistaram meu irmão levantando de trás do freezer e, na hora, anunciaram o assalto. Eles disseram ‘é um assalto! Afasta, afasta’ e pediram o dinheiro do caixa. Mas meu irmão disse que não tinha dinheiro porque tinha acabado de abrir a loja”, relata a Rosa.

“Eles perguntaram de quem era a moto estacionada lá na frente e disseram que queriam levá-la, mas meu irmão disse que não tinha a chave. Aí meu irmão virou de costas para entrar em casa e levou três tiros nas costas. O que estava vestido de mototaxista que atirou”, contou Rosa.

“A dona do mercadinho Santarém, lá na rua Aruanã, disse que as câmeras dela filmaram os dois na moto fugindo. E as câmeras da escola (EMEF Paulo Pinto Nery) podem ter registrado também. Esperamos que a polícia resolva isso”, alertou a irmã Mariniusa.

INVESTIGAÇÃO

Familiares e amigos se reuniram na casa da família, no Jorge Teixeira, para o velório de Elson. Na ocasião, a sobrinha da vítima, que não quis se identificar, contou que os dois assaltantes fugiram com capacetes de moto sobre a cabeça e que isso pode dificultar na identificação deles.

A irmã Rosa contestou também o trabalho da polícia. “Eles nem vieram aqui e nem fizeram perícia. Estamos achando isso estranho”, disse. Como o fato ocorreu no final de semana, a perícia deveria ter sido solicitada pela delegacia de plantão, o 14º DIP, ao Instituto de Criminalística.

Entretanto, o delegado Ivo Martins, do 30º DIP, explica que nem sempre é necessário ser feita perícia no local do crime. “Se foi requisitada (perícia), tem que ver o porquê não foi feita. Mas nem sempre há necessidade de perícia. Depende do caso”, disse. A Polícia Civil do Amazonas ficou de responder se Instituto de Criminalística fez ou não a perícia no local e, caso confirme negativamente, o motivo disso.

Além de imagens de câmeras de segurança, o delegado Ivo Martins, do 30º DIP, declarou que depoimentos de testemunhas serão colhidos para ajudar nas investigações do crime. De acordo com Martins, como o crime se configura latrocínio, o caso será encaminhado à Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd).