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Católicos fecham avenida na Zona Norte em protesto contra invasão de terreno de igreja, em Manaus

Eles denunciam a invasão e o desmatamento de uma área verde na avenida G, Cidade Nova I, que seria parte ocupada pela Igreja São Mateus e parte pertencente à Prefeitura de Manaus

Manifestantes lutam para manter posse de terreno

Manifestantes lutam para manter posse de terreno (Márcio Silva)

Uma briga pelo uso de um terreno no bairro Cidade Nova I, Zona Norte de Manaus, foi motivo para um grupo de católicos saírem às ruas para manifestar na tarde deste domingo (27). Eles denunciam a invasão e o desmatamento de uma área verde na avenida G, que seria parte ocupada pela sede da Igreja São Mateus e outra parte pertencente supostamente à Prefeitura de Manaus.

Segundo os manifestantes, na última quarta (23), um suposto pastor do Ministério Apostólico Deus Proverá, identificado como Jucelino dos Reis Silva, chegou ao local afirmando ser proprietário do terreno da prefeitura, teria derrubado árvores e ainda tomado parte do área da Igreja São Mateus. De acordo com os católicos, o terreno baldio é administrado pelo Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb).

"Ele já chegou aqui com todo tipo de máquina: trator, caminhão, escavadeira. Na quinta à noite, ele começou a derrubar as árvores da área verde ao lado da igreja, e também invadiu o terreno da igreja que, apesar de não estar murado, está demarcado", contou a industriária Hellen Freitas, 42. Segundo ela, um dos colaboradores da paróquia quase foi atropelado por uma escavadeira quando tentava impedir o trabalho dos operários.

Os frequentadores da Igreja São Mateus afirmam possuir documentos que comprovam a propriedade do terreno onde fica  paróquia. “Esse Jucelino veio aqui mostrando um Termo de Contrato de Concessão Especial de Uso para Fins de Habitação. No documento, aparece como concedente tal de Sidney Robson Oliveira de Paula e o Jucelino como concessionário", comentou.

Conforme Hellen, outra pessoa afirmou que Jucelino também invadiu um terreno no conjunto João Paulo II, na Zona Norte. "Ele deve estar sumido porque viu que tem gente da comunidade disposta a lutar pelo terreno. Como o documento que o Jucelino dá como prova de propriedade é da Suhab, nosso próximo passo é ir lá para tirar a história a limpo", concluiu.

Além de exigir o direito de uso do terreno onde fica a sede da Igreja São Mateus, os manifestantes também buscam a construção de uma creche no local para que crianças do bairro possam estudar. Inclusive, segundo o grupo de católicos, existe um projeto de engenharia para transformar a área em uma unidade de educação básica.