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Cuidando da dengue em casa

Depois de detectada a doença, paciente deve manter repouso e fazer uma boa hidratação à base de água mineral, água de côco e sucos

Como identificar e tratar a doença

Como identificar e tratar a doença (Infográfico/AC)

O estado de epidemia de dengue no Amazonas e o número, sempre crescente, de casos suspeitos e confirmados da doença na capital e no interior provocam uma correria às unidades de saúde e pânico entre os pacientes que apresentam os sintomas da chamada síndrome febril - febre, dores na cabeça, olhos, corpo e nas juntas.

Após três dias de sintomas como febre, tosse, dores na cabeça e no corpo e vômito na filha Cilbia Beatrice Rebelo, 2, a dona de casa Beatriz Ramos, 28, levou a menina a três unidades diferentes e terminou a peregrinação com a suspeita de dengue e a orientação de voltar para casa e retornar em alguns dias para refazer os exames. Até lá, manter o repouso e a hidratação.

“Apesar da suspeita leve, continuo preocupada. Fico sem saber o que fazer, que remédios dar até o dia do retorno médico e acabo voltando ao hospital, às vezes mais de uma vez por dia.”

A dúvida de Beatriz é comum à maioria dos pacientes com suspeita de dengue. Com o aumento repentino na demanda das unidades, o acompanhamento dos casos suspeitos sem sinais de alerta - como sangramentos, dores abdominais, vômitos e queda de pressão - precisa ser feito com atenção dentro de casa, alertou o titular da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), Wilson Alecrim. Isso porque, em geral, só pacientes em estado mais grave são internados.

O médico infectologista Antônio Magela, da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (FMT/AM) ressalta que, na fase inicial da doença, quando não há sinais de gravidade, o tratamento é feito com medicamentos para conter os sintomas, uma vez que não existe vacina cotra a dengue. “Em casa, o paciente deve repousar durante, pelo menos, cinco dias e tomar muito líquido. No mínimo, 60 ml para cada quilo de peso. A água é fundamental para evitar um dos sintomas mais graves: a queda de pressão.”

 Além de evitar a automedicação - limitando-se à Dipirona para conter as dores e a febre -, o paciente com suspeita de dengue pode fazer a hidratação com qualquer tipo de líquido, orientou a subsecretária da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Denise Machado.

 “A hidratação é feita com água mineral, água de côco, sucos e também com soro. Tudo isso aliado a uma alimentação reforçada. Não há restrições alimentares para a dengue”, explicou.

Foi com aplicações ininterruptas de soro diretamente na veia da filha Dayse Fernandes, 18, que a técnica de enfermagem Ana Maria Fonseca, 47, controlou os sintomas da dengue. Ela, que trabalha em uma UTI, teve a experiência profissional como aliada no tratamento.

 Mas para quem não tem essa alternativa, Denise lembra que o soro caseiro é uma opção simples e barata. “Basta adicionar duas colheres de açúcar e uma de sal em um litro de água mineral, filtrada ou fervida, e tomar, no mínimo, três vezes ao dia”. A mistura deve ser descartada a cada 24 horas.

Quadro
deve ser monitorado Outra medida fundamental para o controle da dengue nos pacientes com suspeita da doença ou mesmo com a dengue confirmada no estado leve é o acompanhamento sistemático do quadro de saúde, alerta o infectologista da FMT Antônio Magela.

“Ao primeiro sinal de alerta, o paciente deve voltar imediatamente à unidade de saúde para ser reavaliado e, se for o caso, encaminhado a uma unidade de referência, onde vai receber a assistência necessária e permanecer internado, se preciso.”

 Segundo ele, os sinais de alerta surgem, normalmente, após o desaparecimento da febre, quando o paciente pensa estar recuperado.

 Os principais sintomas são dor abdominal, vômito, sangramentos, desmaios, agitação, muito cansaço, falta de ar, diminuição da quantidade de urina e queda de pressão. no caso das crianças, os sinais ainda podem ser de choro persistente, sonolência e irritabilidade. “O agravamento dos sintomas depende muito dos cuidados que se tem, principalmente com repouso e hidratação, e da reação de cada organismo ao vírus.”