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Vigilância Sanitária planeja ampliar ações de orientação nas feiras e mercados de Manaus

Revitalização das feiras públicas demanda intervenções que vão da reestruturação do espaço físico à capacitação de feirantes

Na feira Modelo da Compensa, na Zona Oeste, clientes e feirantes reclamam da infraestrutura precária do espaço

Na feira Modelo da Compensa, na Zona Oeste, clientes e feirantes reclamam da infraestrutura precária do espaço (Antonio Menezes)

O Departamento de Vigilância Sanitária (Visa Manaus) pretende ampliar as ações de orientação nas feiras e mercados de Manaus na próxima semana. Segundo o gerente da Vigilância em Produtos da Visa Manaus, Fernando Branco, as ações precisam acontecer em conjunto com outras secretarias para que haja o efeito desejado, pois é necessário conscientizar feirantes e consumidores sobre a importância do manuseio e conservação dos alimentos.

O gerente lembrou que muitas dessas feiras surgiram de forma clandestina e depois se tornaram oficiais, portanto há uma necessidade de trabalhar as questões culturais. De acordo com Fernando Branco, as pessoas estão acostumadas a comprar carne e peixe olhando o produto no balcão, porque consideram que está mais fresco. Mas isso nem sempre é sinônimo de um bom condicionamento dos alimentos. “O alimento guardado dentro de uma câmara frigórifica pode estar mais fresco do que o deixado em cima do balcão”, disse Fernando.

Compensa

Durante uma blitz educativa na Feira Modelo da Compensa, na terça-feira, os fiscais encontraram garrafas contendo mel de cana e mel de abelha sendo comercializados sem registro no Ministério da Saúde e orientaram os feirantes quanto à higiene na manipulação de alimentos, como verduras, frutas, pescados e carnes.

Para os feirantes que receberam a orientação, todas as informações são bem vindas para melhorar o trabalho. O feirante Valter Lima da Silva, 58, que há 20 anos trabalha na feira da Compensa vendendo peixe, conta que eles tentam oferecer o melhor produto aos clientes, pois todos exigem qualidade.

Ainda de acordo com Valter, o trabalho na feira só não é melhor devido às condições estruturais do local, que nunca passou por uma reforma. Os feirantes dizem que, entre os principais problemas do local, está a falta de manutenção do telhado, que apresenta goteiras. Além disso, os ratos e baratas são frequentemente encontrados.

A consumidora Orinete Lima de Souza, 61, diz que sempre procura comprar os produtos em melhores condições, mas a feira precisa passar por reformas, pois o esgoto passa pelo meio do local, o que acaba atraindo ratos e baratas. “Aqui vende de peixe até roupas, isso não acho correto, porque cada coisa deve ter seu espaço”, disse Orinete.