Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Desperdício longe do fim no conjunto Ribeiro Júnior, na Cidade Nova 1

Sem água em casa, moradores assistem ao descaso da Manaus Ambiental e ainda pagam caro pela omissão da concessionária

Desperdício [Água]

Sem água em casa, os moradores precisam usar baldes para encher na calçada (Antonio Menezes)

Os moradores do conjunto Ribeiro Junior, na Cidade Nova 1, Zona Norte, estão indignados e não sabem mais o que fazer para acabar com o desperdício de água na rua, enquanto as casas ficam sem o serviço de abastecimento. Eles acusam a empresa Manaus Ambiental de omissão e má prestação de serviço porque tem conhecimento do problema e não o resolve.

A CRÍTICA mostrou, na última terça (10), o desperdício de milhares de litros de água, por minuto, na caixa d’água que deveria abastecer as residências. O reservatório está transbordando há dois dias, sem parar, enquanto os moradores que recebem as faturas religiosamente em dia, todos os meses, ficam sem uma gota de água na torneira. Há meses que a caixa d’água passa até uma semana derramando, conforme constatado pela reportagem.

A CRÍTICA voltou ao local na manhã desta quarta (11) e novamente flagrou o descaso com o consumidor. Dentro das casas nenhuma torneira tinha água. No entanto, o liquido escorria abundantemente pela sarjeta em direção à rede de esgoto. Na semana passada, a empresa Manaus Ambiental informou que “estava com equipes técnicas no conjunto realizando testes para verificar o desempenho das válvulas responsáveis pelo controle do nível de água do reservatório”.

Os moradores desmentiram a declaração e afirmaram que um funcionário da empresa foi ao local apenas na segunda-feira, “olhou” o vazamento e foi embora. A “cachoeira”, como é chamado o desperdício de água pelos moradores, praticamente inunda a rua A e desce a ladeira da rua F, passando na frente de dezenas de casas onde os moradores não têm água na torneira. O detalhe é que os consumidores afirmam que acabam pagando pelo desperdício, porque enquanto se perde na rua, os hidrômetros das casas não param de registrar o “consumo”, mesmo que de ar, caso uma torneira seja aberta.

A moradora Adriana Pessoa, 30, fez questão de mostrar que a torneira, caso aberta, fica soprando ar e o hidrômetro continua girando. “É um absurdo. A gente paga por um serviço que não temos. O reflexo desse desperdício é o aumento da conta”, criticou.

A doméstica Rosária Gonçalves, 53, mora no Ribeiro Junior há 22 anos e diz que o problema é constante. “Essa pouca vergonha existe há mais de 15 anos. Todo mundo fica sem água em casa para beber, cozinhar ou tomar banho. Quem quiser ou tem que guardar em caixa d’água quando a água chega ou pegar na rua, na sarjeta”, disse.

O segurança Alessandro Soares, 33, questionou a inércia da empresa responsável pelo serviço. “Se não fizéssemos nada vendo tanta água se perder seríamos omissos. Só que a gente liga para a empresa e nada acontece. Agora para tentar mostrar essa vergonha estamos tirando foto e postando no Facebook. Quem sabe assim chamamos atenção de alguém”, desabafou.