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Desperdício de energia elétrica além da Ponta Negra

Reportagem constatou que várias áreas de Manaus ficam com luzes ligadas durante o dia

Em plena luz do dia, refletores da Ponta Negra estavam ligados diante de centenas de pessoas

Em plena luz do dia, refletores da Ponta Negra estavam ligados diante de centenas de pessoas (Clóvis Miranda)

Ter luzes acesas mesmo durante o dia não é uma exclusividade da Ponta Negra, Zona Oeste, em Manaus. Embora o problema tenha sido corrigido, após denúncia de A CRÍTICA no último domingo, em outros locais da cidade, vários pontos permanecem iluminados sem necessidade.

Durante esta semana, a reportagem flagrou novos locais em que as luzes não se apagaram de forma automática. O detalhe é que o consumidor é quem paga por isso. Segundo a Eletrobras Amazonas Energia, esse valor foi de R$ 7,7 milhões na capital amazonense, somente no mês de outubro. A concessionária é responsável pelo faturamento da arrecadação, que é repassada à prefeitura.

O Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip) é instituído por meio de lei municipal e, no caso de Manaus, é cobrada de acordo com o consumo de energia elétrica de cada unidade consumidora e a respectiva classe de consumo (residencial, comercial ou industrial).

Segundo o diretor do Departamento de Serviços de Iluminação Pública (DSIP), Miguel Silveira Júnior, os 118.520 pontos que compõe o parque de iluminação pública da cidade funcionam por meio de chave magnética, relé fotoeletrônico e quadro de distribuição, porém, “todos sensíveis à vida útil e às intempéries” . Exemplo disso, segundo ele, é o escurecimento por conta mau tempo, o que pode acionar as lâmpadas, ficando assim, com circuitos acesas ou apagados durante 24h. “Existe uma ronda da empresa, cuja finalidade é verificar os possíveis problemas e corrigi-los em até 72h”, informou por meio de nota.

Na última segunda e terça-feira, na avenida das Torres, em ambos os sentidos, a reportagem flagrou pelo menos dez lâmpadas acesas por volta das 15h. O mesmo aconteceu em algumas ruas como a João Valério, no conjunto Vieralves, bairro Adrianópolis e Tancredo Neves, Parque Dez, ambas na Zona Centro-Sul.

Na avenida Ayrão, Centro, Zona Sul, foram flagrados pelo menos seis refletores acesos por volta das 15h30. Ainda no Centro, na praça  Praça 5 de Setembro, mais conhecida como Praça da Saudade, um refletor verde, em meio às árvores, permaneceu ligado de manhã, à tarde e à noite.

No viaduto da avenida Mário Ypiranga Monteiro,  em frente ao prédio do Ministério Público do Trabalho, a iluminação dos refletores em nada interfere no local, já que é aberto e absorve bem a luz do dia. Além disso, nem todos ficam ligados, alguns “obedecem” a “lei do amanhecer”, regida pelo dispositivo  relé fotoelétrico. A reportagem contabilizou um total de 12 lâmpadas ligadas.