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Diretor do HUGV é destituído e critica reitora da Ufam

Mudança de cargo, segundo Lourivaldo Rodrigues, seria por conta de declarações públicas a respeito da precariedade do Hospital Universitário e atraso no repasse de verbas

Segundo ex-diretor, pedido oficial apontando os recursos financeiros necessários foi apresentado à Universidade

Segundo ex-diretor, pedido oficial apontando os recursos financeiros necessários foi apresentado à Universidade (Bruno Kelly/AC)

O diretor do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) em Manaus, Lourivaldo Rodrigues, foi destituído do cargo na última sexta-feira (31) após decisão da reitora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Márcia Perales. A função foi assumida nesta segunda-feira (3) pelo vice-diretor Rubens Júnior e incomodou movimentos sindicais da instituição. O motivo da mudança seria o fato de que Rodrigues, no ano passado, teria revelado a ausência de recursos financeiros repassados ao Hospital por parte da Ufam.

De acordo com ele, a própria reitora o comunicou sobre a nomeação do vice Rubens Júnior na sexta. Durante a conversa, Perales teria explicado que estaria incomodada com o fato do mesmo ter divulgado a falta de recursos repassados ao Hospital para o quitamento de dívidas e compra de medicamentos. “Ela disse que ficou chateada porque eu declarei umas verdades. Na época, precisamos paralisar 15 dias e vários procedimentos foram cancelados”.

Em entrevista ao Portal A Crítica, Rodrigues informou que, em abril do ano passado, teria oficializado o pedido de recursos financeiros e informado sobre a situação alarmante do HUGV, contudo nenhuma providência foi tomada pela Ufam. O ex-diretor informou que acatou a decisão da reitora, porém, acredita que a medida compromete o espírito democrático no qual foi escolhido.

“Ela esquece que eu fui eleito pela comunidade e o contrato iria até julho de 2015. O que aconteceu foi uma quebra de uma ordem da democracia, mas isso não foi levado em conta”, revelou.

Movimentos sindicais como o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Estado do Amazonas (Sintesam) e a Associação dos Docentes da Ufam (Adua) devem convocar uma assembleia para esta terça-feira (4) na diretoria do Hospital, localizada na avenida Ayrão, Praça 14, Zona Sul de Manaus. As pautas da reunião ainda são desconhecidas pelo ex-diretor.  

Em nota, a Ufam informou que escolha do novo Superintendente do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) decorreu da necessidade de implementação da nova estrutura administrativa na referida unidade de saúde, em consonância com o contrato 01/2013, celebrado entre a Fundação Universidade do Amazonas (FUA) e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), o qual determina a constituição de um Colegiado Executivo composto por um superintendente, gerentes, auditores, ouvidor e chefias. 

Manifestação

No dia 9 de dezembro de 2013, cerca de 150 médicos e estudantes residentes do HUGV, em Manaus, promoveram uma manifestação pelas avenidas Ayrão e Boulevard exigindo melhorias na estrutura e pedindo o repasse de verbas federais. Um dos motivos para o protesto foi que no dia 27 de novembro, todas as cirurgias marcadas no Hospital foram canceladas por falta de anestesia e outros medicamentos necessários.

Na ocasião, a reitoria da Ufam informou que no dia 6 de dezembro, o Ministério da Educação (MEC) repassaria o valor de R$ 3 milhões para amenizar a situação dentro do hospital. Segundo Rodrigues, diretor na época, mesmo com o repasse seriam necessários 15 dias para que o problema na instituição fosse resolvido, tendo em vista o tempo para o processo de compra e chegada dos materiais.