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Economistas do Corecon alertam sobre o descaso com as ruas esburacadas do PIM

Problema afeta moradores e profissionais que precisam trafegar pelo Polo Industrial, atrapalhando não só as tarefas cotidianas e o transporte de produtos, mas também a atração de investimentos para o complexo

Buracos geram prejuízo pela lentidão e desencorajam a vinda de empresas para o PIM, alertam economistas

Buracos geram prejuízo pela lentidão e desencorajam a vinda de empresas para o PIM, alertam economistas (Bruno Kelly)

Buracos tomam conta das principais ruas do Polo Industrial de Manaus (PIM). Há anos esse problema vem sendo divulgado, porém não foi ainda solucionado. Moradores e motoristas que trafegam pelas vias reclamam do descaso das autoridades com o problema. Os economistas do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon/AM) alertam sobre esse grave problema que compromete, não apenas o transporte dos produtos produzidos como põe em cheque a atração de novos investimentos para a região.

“Isso é um grave problema de nossa cidade, as vias de escoamento da produção do PIM se encontram num estado preocupante. As ruas do Distrito II estão pior ainda, existem trechos onde os buracos tomaram conta de toda extensão da via tornando o transporte de carretas e containers impraticáveis prejudicando o desempenho dos modais. Isso sem falar nas invasões que é uma outra mazela do PIM que vem avançando”, informa o economista Marcus Evangelista, presidente do Corecon.

Em relação ao escoamento da produção, o economista José Laredo acrescenta que “as ruas no estado que estão trazem um embaraço adicional aos investidores que pretendam operar a partir de um Distrito Industrial com esse aspecto, além de aumentar o tempo gasto no transporte de abastecimento de insumos e escoamento dos produtos acabados das indústrias nele instaladas”.

Em julho de 2013, algumas avenidas chegaram a ser recapeadas como, por exemplo, a Avenida Buriti. No entanto, os buracos já reapareceram colocando em risco a vida de motoristas que se aventuram a trafegar na contramão, na tentativa de desviar dos buracos. As obras realizadas no ano passado não chegaram a ser concluídas, e com o tráfego intenso de máquinas pesadas o asfalto vai se desgastando, agravando ainda mais a situação.

O economista Nelson Azevedo, relata como esse problema pode afetar na economia da cidade, para ele “a economia funciona em cadeia, como se fosse uma corrente. Se um elo quebra e não é remendado rapidamente, interrompe-se o fluxo. Da forma em que está, e na situação precária em que se encontram as ruas do Distrito Industrial, em breve teremos fábricas isoladas, principalmente no Distrito II. Isso pode causar impacto no programa de produção das fábricas, com significativos prejuízos à economia local”, finalizou Azevedo.

Wilson Périco, economista, diz que “essa situação deve ser resolvida logo, pois no período das chuvas nenhuma obra consegue ser concluída, isso resultará em mais um ano de abandono”. Périco diz ainda que “o Polo Industrial de Manaus deveria ter sido um ponto turístico durante a Copa do Mundo, mas a falta de responsabilidade das autoridades e o descaso com o local não possibilitou que isso acontecesse”.

Recentemente, o jornal A CRÍTICA denunciou o problema dos buracos no Distrito Industrial, bem como a lentidão nos trabalhos de recuperação das vias.