Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Eduardo Braga se defende de acusações

No inquérito, o senador é acusado de peculato e fraude em licitação

Senador Eduardo Braga, relator da MP dos Portos

Senador Eduardo Braga, relator da MP dos Portos (Antonio Lima)

“O que houve foi uma desapropriação de 1.320 lotes com asfalto que custaram, cada um, R$ 9,8 mil”, alegou o senador Eduardo Braga (PMDB), líder do governo Dilma Rousseff (PT) no Senado, ao justificar a venda de um terreno em Manaus por R$ 13 milhões, quando era governador do Amazonas, e cuja aquisição custou R$ 400 mil. A justificativa foi feita horas após a divulgação na mídia nacional de que o Supremo Tribunal Federal (STF) investiga o parlamentar em inquérito onde ele é acusado de fraude em licitação e peculato por conta da valorização do terreno em mais de 3.000%.

De acordo com ele, o espaço já dispunha de certa infraestrutura, como asfalto, água e energia elétrica, pouco depois de ter sido desapropriado, em 2003. Braga alega, ainda, que a desapropriação e venda do terreno foram alvo de investigação do Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) e que sua desapropriação ocorreu há dez anos.

“Já tive vitória transitada em julgado na (esfera) cível e administrativa. São todas ações da promotora Silvana Nobre, que foi autora de várias ações contra mim no meu governo”, alegou o senador.

Conforme Eduardo Braga, hoje, nem em Iranduba (na Região Metropolitana de Manaus – RMM -, na saída da ponte Rio Negro) um lote com tal estrutura pode ser comprado por R$ 9,8 mil. “Em Manaus, onde esses lotes estão, foram construídas casas para abrigar pessoas que viviam em igarapés, dentro de áreas alagadas”, alegou o senador. Para ele, hoje, a área, incluindo todos os lotes, está avaliada em aproximadamente R$ 80 milhões. “Meu ato foi apenas de desapropriação. Não tomei conhecimento desses detalhes”.

Nota

Em nota a assessoria do senador informou à imprensa que “Eduardo Braga não pagou e nem fixou a quantia que deveria ser paga como indenização” e que “A participação de Eduardo Braga no episódio resumiu-se à assinatura do decreto declaratório de interesse social do imóvel, ou seja, na descrição dos motivos, da finalidade e da hipótese legal de interesse social para fins de possível desapropriação”

Ainda em nota, a assessoria afirma que todas as medidas executivas no sentido de concretização da desapropriação ficaram a cargo da Secretaria de Estado de Terras (SETHAB) e da Procuradoria Geral do Estado, nos termos do Decreto 23.418/2003. Ressaltando, que a avaliação dos terrenos estavam sob responsabilidade da secretaria e "o valor foi de foi de aproximadamente R$ 9.800,00 (nove mil e oitocentos reais), muito abaixo do praticado pelo mercado à época. Hoje, um lote como este não é vendido por menos de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais) em Manaus".

A reportagem completa estará disponível na edição deste sábado (23) no jornal A Crítica.