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Greve de ônibus em Manaus sem previsão de encerrar mesmo após reunião no MPT

Um acordo firmado entre MPT e rodoviários foi levado para aprovação deles nas garagens das empresas de ônibus. A paralisação começou na manhã desta terça (15) e afetou cerca de 350 mil pessoas na capital

Rodoviários paralisam as atividades nas empresas Global e São Pedro.

Moradores que usam ônibus nas Zonas Norte, Leste e Oeste foram prejudicados (Luiz Vasconcelos)

A paralisação ilegal dos rodoviários de Manaus ocorrida durante toda esta terça-feira (15) ainda não chegou ao fim, e isso deve ocorrer apenas na manhã desta quarta-feira (16). Os trabalhadores estiveram em reunião noite adentro nas garagens das empresas para tentar aprovar uma proposta feita pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), depois de reunião ocorrida até as 20h30 entre os rodoviários e os empresários.

A paralisação foi feita por funcionários das empresas Global e São Pedro e afetou cerca de 350 mil pessoas que utilizam o serviço nas Zonas Norte, Leste e Oeste da capital. Casos a greve não fosse encerrada, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM), Givancir Oliveira, poderia ser preso e multado em R$ 50 mil a cada hora.

Após a reunião com a procuradora chefe do MPT, Alzira Melo Costa, representantes da Prefeitura de Manaus, dos empresários e também dos rodoviários foram até a sede da empresa Global, no bairro de São José, Zona Leste, para selar o acordo proposto e definir que tanto motoristas quanto cobradores não continuem a greve nesta quarta (16). Uma nova rodada de reuniões deverá ser realizada.

Acordo

Na reunião com o MPT, ficou acertado que até o próximo dia 23, na quarta-feira da próxima semana, as empresas efetuarão o pagamento de R$ 110 mil equivalente ao Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) de 35 dos 55 trabalhadores demitidos em abril passado. Os trabalhadores entraram em greve porque esse benefício, garantido por lei, não havia sido pago.

Num prazo de 30 dias, as empresas também se comprometeram em realizar um novo depósito equivalente aos débitos dos demais trabalhadores demitidos. Caso a empresa não consiga os recursos para efetuar esses dois pagamentos, isso deve ser informado em de 48 horas antes ao Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Manaus (Sinetram), que fará o pagamento.

A procuradora Alzira Costa disse ter estranhado que a justificativa para a paralisação tenha sido o atraso no depósito do FGTS de 55 funcionários demitidos sem justa causa. Nos cartazes empunhados pelos grevistas esse item não era exigido, sendo citadas nas faixas apenas questões que ainda sendo negociadas. Os rodoviários também exigiam pagamento das férias. Uma nova rodada de negociação ainda será realizada.

*Com informações da repórter Ana Célia Ossame

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