Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Escola Municipal do Lírio do Vale está abandonada, denunciam pais de alunos

Após fechar para reforma durante seis meses em 2013, local ainda não oferece condições adequadas para o início das aulas

Apesar do estado da escola, Semed garante que aulas vão começar dia 10 de março

Apesar do estado da escola, Semed garante que aulas vão começar dia 10 de março (Winnetou Almeida)

Mesmo com o calendário escolar antecipado em função da Copa, os alunos da Escola Municipal do Lírio do Vale, localizada na Rua Santa Inês, nº 160, no Lírio do Vale I, Zona Oeste de Manaus, ainda não começaram a estudar. A razão é o estado precário do prédio onde funciona a instituição, com cadeiras largadas pelo pátio, telhas quebradas e ar-condicionados desativados há quase um ano.

Quem denuncia a situação é o técnico em eletrônica Givanildo Batista Pessoa, de 40 anos, que tem um filho no 2º ano do ensino fundamental (antiga 1ª série), aprovado “na marra” por causa do cancelamento do ano letivo, no ano passado, devido a uma reforma no local, que acabou se estendendo por seis meses sem ir além da pintura na fachada. Assim como Givanildo, pais de outras crianças que estudam na instituição estão indignados com o descaso, que prejudica a educação de seus filhos.


 “Não sei o que a direção e a Prefeitura fizeram nesse período”, conta o técnico. “A escola ficou sem aula todo esse tempo e continua do mesmo jeito. Estamos sem ar-condicionado, o muro ameaça desabar, e faltam telhas no teto. Eu e outros responsáveis procuramos a direção no dia 5, quando começaram as aulas, e eles prometeram que elas vão ser retomadas no dia 10 (de março), mas a gente não vê ninguém trabalhando na reforma. Duvido que a escola fique pronta a tempo”, revela Givanildo, que também se angustia por não poder transferir o filho para instituições próximas. “A gente não acha vaga no ensino fundamental até antes do 4º ano”, conta.


Para a vendedora Sabrina Moraes de Castro, 33, que está matriculando a filha no 1º ano, a maior preocupação é que ela não consiga aprender a ler e escrever. “Eu soube que aprovaram os alunos com apenas três meses de aula no ano passado. Eu não quero que isso aconteça com a minha filha, porque isso só vai atrapalhar e desmotivar ela lá pra frente”, conta.


O assessor Francisco Cláudio Chaves, 35, ao saber da falta de condições do colégio, conseguiu transferir a filha, que está no 7º ano, no mesmo dia, mas a sobrinha não teve a mesma sorte. “Me admira que os estudantes terminaram o ano mais cedo, entraram de férias e a reforma da escola ainda não saiu. Mesmo não sendo a minha filha, fico indignado, porque agora moro aqui e preferia que ela estudasse perto de casa. Tenho acompanhado essa situação, e vi que só tinha um funcionário trabalhando na reforma. Agora, por causa da pressão dos pais, a gente vê outros dois. Mas é tanta coisa que falta fazer que essas três pessoas não vão conseguir fazer nem um mínimo até março”, desabafa Francisco.

Briga entre empreiteiras

Segundo moradores das imediações da escola, que não quiseram se identificar, o problema da reforma seria uma briga entre duas empreiteiras, que estaria impedindo o avanço das obras. “A primeira empreiteira abandonou a obra, aí entrou uma segunda, mas essa primeira alegou que precisava terminar o trabalho e impediu a segunda de continuar. É uma palhaçada, que só prejudica as crianças”, revela Maria do Carmo (nome fictício).

O Portal A CRÍTICA procurou a Secretaria Municipal de Educação (Semed) para saber sobre as providências que estão sendo tomadas em relação à escola. Em nota, o órgão informou que as obras estão, sim, ocorrendo, e que a empresa responsável pelos serviços está trabalhando em ritmo de mutirão, inclusive durante o Carnaval, para que o estabelecimento esteja pronto até o dia 10 de março.