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Extinção de comércio popular no Viver Melhor 2 divide moradores

Enquanto parte deles aprova a medida, por limpar a área verde onde a feira foi erguida, outra expressa preocupação quanto à falta de locais para comprar alimentos e roupas

Feira improvisada ocupa área verde e deixa residencial com ‘cara’ de favela

Feira improvisada ocupa área verde e deixa residencial com ‘cara’ de favela (Euzivaldo Queiroz)

Os moradores do conjunto residencial Viver Melhor 2, no bairro Santa Etelvina, Zona Norte, estão divididos quanto à retirada de uma feira improvisada montada na área verde do local.

A feirante Kelly Souza Canto, 32, explica que o conjunto necessita de uma feira, pois não existe onde comprar alimentos e vestuário. “No conjunto não existia nada para atender a população que mora aqui, se tirarem a feira onde esse povo vai comprar?”, pergunta Kelly. Os feirantes foram avisados na quinta-feira de que deveriam desmontar as barracas de lonas e parar o comércio. Ontem, eles foram notificados a deixar o lugar por equipes de órgãos públicos da prefeitura e governo.

Michelle Martins Romaina, 31, comerciante, disse que se acabarem com o ponto de venda, o marido dela não terá onde trabalhar, não terá como sustentar a família. “ Estou grávida de oito meses, tenho dois filhos, estou para descansar e vamos ter que sair daqui, como vamos fazer para vender nossos produtos, e se não tivermos dinheiro, onde vamos comprar, se nem ônibus aqui tem direito para ir fazer compras em outro lugar”. lamentou Michelle.

Ameaça a área verde é causa de revolta

Parte dos moradores querem que o espaço seja desocupado por criar uma aparência de favela e ameaçar a área verde, o que destoaria da arquitetura do conjunto. Outra parte dos moradores defende até abaixo-assinado para manter a única opção de compras, porque fazer compras é quase impossível, pois no conjunto não existe um local para os feirantes.

Ontem, uma equipe da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) fez sete notificações: uma por ocupação em área verde e seis para a retirada de barracas às margens da áreas de preservação permanente (APP). Nos igarapés do conjunto é possível visualizar a degradação ambiental, com acúmulo de lixo deixado pela feira improvisada, além de dejetos e avanço com construções.

A Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab) começou a fazer um levantamento entre os feirantes para saber quais são moradores do Viver Melhor. Até ontem somente 50 foram identificados como residentes no conjunto. Eles estão trabalhando em barracas de lona e madeira.

Também integrante da operação de fiscalização, uma equipe da Delegacia de Meio Ambiente (Dema) fez a identificação de 40 pontos de possíveis crimes ambientais e fará um trabalho de georeferenciamento para estabelecer se há crime ambiental cometido pelos feirantes.

Além da questão ambiental, a ocupação desordenada do espaço público é um dos grandes problemas do residencial, que foi feito com recursos do programa do Governo Federal “Minha Casa, Minha Vida”.