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FCecon registra mais de meio milhão de exames preventivos nos últimos quatro anos

Diagnóstico do câncer de colo de útero ainda no início é essencial para a cura; no Amazonas, procura das mulheres registrou um aumento de 15,1% desde 2011

De acordo com o presidente da Fcecon, Edson Andrade, as ações preventivas podem erradicar esse tipo de câncer no futuro, uma vez que a doença, segundo especialistas, é 100% prevenível

De acordo com o presidente da Fcecon, Edson Andrade, as ações preventivas podem erradicar esse tipo de câncer no futuro, uma vez que a doença, segundo especialistas, é 100% prevenível (Divulgação/Fcecon)

A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), órgão do Governo do Amazonas, registrou, entre 2011 e 2013, um aumento de 15,1% no número de exames preventivos colpocitológicos (Papanicolau) realizados no Estado, passando de 144 mil, há três anos, para 165,8 mil, ano passado. Se somados os dados dos últimos três anos ao primeiro semestre de 2014, chega-se à marca de 525,5 mil exames, realizados em mulheres de diferentes idades, que já iniciaram a vida sexual. Os testes foram feitos em unidades de saúde públicas e privadas conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O exame é realizado a partir da coleta de material do colo uterino, que é submetido à análise de especialistas e pode detectar, entre outras alterações, a presença do HPV (papiloma vírus humano), responsável por mais de 90% dos casos de câncer de colo de útero no mundo. A ampliação deste tipo de exame, facilitando o acesso das mulheres, é uma medida que no futuro, irá reduzir o número de casos da doença, hoje considerada o principal tipo de câncer entre as amazonenses, ressaltou o diretor-presidente da FCecon, Edson de Oliveira Andrade.

De acordo com ele, ações preventivas, como a vacinação contra o HPV, iniciada pelo Estado, em 2013, numa ação pioneira do Governo do Amazonas, também surtirá efeito no futuro, uma vez que a ideia é erradicar este tipo de câncer, que é, segundo especialistas, 100% prevenível. “Estamos iniciando um estudo na Secretaria Estadual de Saúde (Susam), por meio da Diretoria de Ensino e Pesquisa da FCecon, que visa levantar a presença do HPV e os tipos envolvidos nas mulheres que apresentam lesões, com o objetivo de conhecer melhor essa interação entre o vírus e a geração do câncer dentro de uma realidade regional”, ressaltou.

A diretora de Ensino e Pesquisa da instituição, Dra. Kátia Luz Torres, complementa que os subtipos identificados na região poderão, no futuro, apontar a diferença do Estado para o restante no País, no que diz respeito ao vírus. “Um braço desse estudo será iniciado, em agosto, em Coari (a 363 quilômetros da capita), para realizar as coletas de material nas mulheres daquele município. A cidade foi escolhida por representar um volume populacional significativo e por possuir diversas comunidades ribeirinhas, que também serão envolvidas no estudo. O trabalho será realizado com o auxílio da unidade da Ufam (Universidade Federal do Amazonas) instalada em Coari”, frisou Kátia Torres.

Câncer de colo uterino

De acordo com a coordenadora de Atenção Oncológica do Estado e chefe do DPCC da FCecon, enfermeira Marília Muniz, o Ministério da Saúde (MS) preconiza que mulheres com idade entre 25 e 69 anos, sigam a seguinte linha: com o resultado negativo ao realizar o exame, deve-se repeti-lo no ano seguinte. No caso de negativo novamente, o exame deve ser feito a cada três anos.

Ela destaca que a orientação do MS visa redimensionar o exame para quem de fato necessita. “O Brasil se baseou na política de outros países, cujo rastreamento acontece a cada três anos, justamente porque o câncer de colo se desenvolve lentamente”, explicou.

O diretor-técnico da FCecon, ginecologista Ademar Carlos Augusto, ressalta que o exame de Papanicolau é o método mais eficaz para a detecção de lesões precursoras do câncer de colo de útero, evitando o aparecimento da doença. No caso do câncer, ele destaca que o exame também pode identificar a precocemente o câncer de colo de útero, aumentando as chances de sucesso no tratamento. “Embora o MS oriente que a realização do exame a cada três anos, após os dois primeiros apresentarem resultado negativo, a indicação mais segura é que o exame seja feito anualmente, a partir do início da vida sexual”, concluiu.

* Com informações da assessoria de comunicação da Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon).