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Família é impedida de sepultar parente por suposta dívida com administração de cemitério

Os funcionários do cemitério Parque Tarumã, em Manaus, alegavam que o proprietário do jazigo devia a anuidade e que, sem o pagamento, o sepultamento não seria autorizado

Familiares denunciam que a administração do cemitério não respeitou a cerimônia íntima e nem a dor da família

Familiares denunciam que a administração do cemitério não respeitou a cerimônia íntima e a dor da família (Luiz Vasconcelos)

A família Oliveira passou pelo constrangimento de interromper o sepultamento da matriarca, na manhã de sexta (2), em Manaus, porque  a administração do cemitério Parque Tarumã alegava que o proprietário do jazigo devia a anuidade e sem o pagamento o sepultamento não seria autorizado.

Quando os familiares da pensionista Ana Nilda de Oliveira, 80, chegaram ao cemitério, por voltar das 10h da manhã, para enterrar o corpo dela, na hora que estavam fazendo uma oração de despedida, foram informados por funcionários do cemitério que não podiam continuar o sepultamento, pois estavam com o pagamento em atraso desde 2008.

O professor da Universidade Federal do Amazonas e filho de Ana Nilda, Alcimar de Oliveira, 57, contou que foi uma total falta de respeito e uma situação que poderia ser a evitada. “Falaram que estávamos há seis anos em atraso. Sendo que não era verdade. Interromperam uma cerimônia íntima, e impediram de enterrar a minha mãe, não temos culpa de a administração não  fazer o trabalho direito”.

Assim que foram impedidos de sepultar a mãe, familiares deixaram o caixão exposto ao sol e foram à sede administrativa do cemitério e lá as coisas ficaram piores, pois a polícia havia sido chamada. “Que falta de amor ao próximo, em um momento de dor, ainda chamaram a polícia”, aumentou uma das filhas que pediu para não ser identificada.

Ainda segundo a família, eles tiveram que ir buscar o comprovante de pagamento que estava na casa de uma das filhas, no bairro de São Jorge, Zona Oeste. Mesmo com o comprovante indicado que não existia nenhum atraso no pagamento, os funcionários alegaram que os computadores tinham dado um defeito e não tinha como comprovar se realmente estava pago.

“Só liberaram o enterro depois que foram ameaçados. Quando falamos sobre a imprensa, eles deixaram continuar o enterro”, falou um dos filhos que não quis se identificar.

Genro da pensionista, Carlos Jorge da Silva Oiveira, 44, disse que não foi a primeira e nem a segunda vez que aconteceu essa situação. “Há quatro anos, primeiro foi meu pai, Horacio Barros, 80, eles disseram que não estava pago, depois foi com meu irmão Francisco Silva, morto aos 52 anos, enfrentamos a mesma coisa, eles falaram que não tínhamos nenhuma parcela, e tive que ir aos dois casos buscar o comprovante de pagamento”, comentou Carlos.

O administrador do cemitério Parque de Manaus, Yomar Silva Júnior, procurado por A Crítica, logo após o acontecido, disse que em momento algum a cerimônia fúnebre foi interrompida e que tudo não passou de um mal entendido dos dois lados.