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Famílias alojadas em escola após temporal deixam abrigo nesta quarta-feira (12)

Após forte chuva, grupo ficou refugiado em escola no bairro Armando Mendes e 1,2 mil alunos ficaram sem aulas. Famílias devem sair do local com benefício da Prefeitura e estudos serão feitos para impedir que área seja reabitada

Secretária municipal da Semasdh, Goreth Garcia Ribeiro, anunciou benefício da prefeitura para famílias

Secretária municipal da Semasdh, Goreth Garcia Ribeiro, anunciou benefício da prefeitura para famílias (Divulgação)

As 31 famílias da Comunidade da Sharp, localizada no bairro Armando Mendes, Zona Leste, alojadas na Escola Municipal Aristóteles Comte Alencar, no mesmo bairro, desde a forte chuva ocorrida no último sábado (8), vão deixar a unidade ainda nesta quarta-feira (12). O grupo sairá do espaço com o benefício do Aluguel Social garantido, conforme determinação da Prefeitura.

A secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Goreth Garcia Ribeiro, informou na noite desta terça-feira (11) que elas sairão do espaço com o benefício do Aluguel Social garantido, conforme determinação do prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto. 

Todas as famílias que perderam as casas durante a chuva do último fim de semana estavam temerosas em deixar a escola. Segundo elas, o receio era de que ao aceitar o Aluguel Social da prefeitura, elas perderiam a inscrição junto ao Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) do governo do Estado.

A decisão surgiu depois que a secretária municipal da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), Goreth Garcia Ribeiro, garantiu que o cadastro será mantido pelo governo do Estado.

"Nesses últimos dias, conversamos muito com o governo do Estado e tivemos a confirmação de que as famílias cadastradas por nós, mesmo deixando suas casas para receber o Aluguel Social, continuarão sendo contempladas pelo Prosamim. Esse era o grande temor das famílias, mas com essa garantia, elas deixarão as áreas de risco", frisou a secretária.

Segundo Goreth, a prefeitura deve oferecer o Aluguel Social no valor máximo de R$ 600. A secretária ainda explicou que R$ 300 serão pagos pela prefeitura, conforme previsto na Lei Municipal N° 1666/2012, e o restante do valor será repassado por meio de doações feitas por 'padrinhos', que adotaram as famílias. O benefício será concedido por 60 dias, podendo ser prolongado por até 90 dias. 

Além de receber o Aluguel Social, as famílias serão cadastradas para participar de cursos profissionalizantes e serão acompanhadas pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

"É importante retirarmos essas pessoas que estão nas áreas de risco e é importante também que façamos com que elas tenham um motivo a mais para que não retornem a esses lugares. Por isso, vamos trabalhar no aperfeiçoamento delas. Vamos oferecer cursos, acompanhamento familiar e o que pudermos para mudar a vida delas", destacou Goreth.

Abrigos

Algumas famílias que ainda não encontraram locais definitivos para morar serão realocadas em espaços adaptados pela Semasdh. Dois deles foram cedidos pela Igreja São José Operário, do Aleixo, na Zona Leste. Os abrigos foram visitados, na noite desta terça-feira (11), pela secretária Goreth Ribeiro Garcia. 

Precaução

Com a retirada das famílias das áreas de risco, existe a preocupação para impedir que o local do seja ocupado por outras famílias. Para evitar que isso aconteça, segundo a Semasdh, algumas estratégias serão traçadas. Uma delas é a retirada dos barracos. Em seguida, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) vai estudar a possibilidade de transformar o local em Área de Preservação Permanente (APP).

"Nós não vamos resolver nada se deixarmos que outras famílias ocupem essas áreas. Vamos trabalhar junto a Semmas e, se possível, com outras parcerias. O que queremos é que aquela área (Sharp) fique inacessível para a moradia", afirmou Goreth Garcia.

*Com informações da assessoria