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Famílias de seis das quinze vítimas fatais do acidente do dia 28 de março já foram indenizadas

De acordo com o advogado da Manaus Etacom, R$ 632 mil já foram desembolsados pela empresa, somente a título de indenizações pecuniárias


Policiais militares no local do acidente, na noite de sexta (28). Eles estavam ajudando na remoção dos sobreviventes

O acidente matou 15 pessoas e feriu outras 17 (Clóvis Miranda)

Três meses após o acidente entre uma caçamba e um micro-ônibus que matou 15 pessoas e feriu outras 17 no último dia 28 de março, o Consórcio Manaus Etacom, proprietária da caçamba envolvida no ocorrido, já pagou mais de R$ 632 mil em indenizações para as famílias de seis pessoas mortas e para duas pessoas feridas no acidente.

De acordo com o advogado da empresa, Francisco Cloacir Chaves Figueira, esse valor compreende apenas as indenizações pecuniárias, isto é, as que consistem em dinheiro. Segundo ele, o investimento real da empresa em reaver a qualidade de vida das vítimas é muito maior.

“Por exemplo, a cobradora do ônibus, que machucou gravemente o joelho, já teve duas cirurgias no joelho custeadas pela empresa e provavelmente precisará de outra. Nesse meio tempo, a empresa está arcando com a fisioterapia dela também”, explicou Francisco.

Segundo o advogado, algumas famílias tiveram o funeral e o deslocamento de parentes que moram fora de Manaus para o enterro também custeados pelo Manaus Etacom e outras têm tido assistência médica e psicológica constante, bem como recebido cestas básicas, tudo pago pela empresa.

Valores dos acordos

Os seis acordos feitos com famílias de falecidos, de acordo com o patrono, somam R$ 600 mil, cabendo a cada família cerca de R$ 100 mil. Na parte dos feridos, uma enfermeira, que teve a orelha decepada, recebeu uma indenização no valor de R$ 25 mil.

Parte desse dinheiro será usado na cirurgia que deverá reimplantar sua orelha que, por escolha pessoal da enfermeira, segundo o advogado, será feita no Rio de Janeiro, onde moram familiares dela. Francisco destacou que ela já se encontra na capital fluminense para o procedimento.

Ele também informa que outro ferido, que machucou o joelho, recebeu uma indenização de R$ 7 mil, mas, além disso, já teve uma operação e vários medicamentos pagos pela empresa, no valor de R$ 10 mil.

Quando perguntado sobre a participação da Prefeitura nos pagamentos, uma vez que a empresa estava a serviço do Poder Municipal na hora do acidente, Francisco respondeu que “a empresa está arcando com as indenizações com recursos próprios”.

À procura

“Como, com 90 dias do acidente, já conseguimos fazer acordo com as famílias de seis dos 15 falecidos, estou esperançoso de que, até o final do ano, tenhamos conseguido acordar com o restante delas”, afirmou Francisco.

“A recomendação que vem dos proprietários da empresa é que evitemos ao máximo o litígio, então estamos procurando essas pessoas para que possamos conversar, que elas possam nos ajudar a mensurar a tragédia e que possamos entrar em um acordo”, explicou o advogado.

Segundo o procurador da empresa, eles estão com outros três acordos em fase de finalização, que devem fechados até o final do mês. Outros estão avançando, mas sofrem atrasos devido à dificuldade dos herdeiros em obter determinados documentos ou mesmo à dificuldade em serem contatados, já que alguns deles não moram em Manaus.

“Esperamos que as pessoas nos procurem para tratar da questão. Elas podem falar comigo através do telefone (92) 3663-2205 ou procurar a empresa através da assistente social contratada pela Manaus Etacom para acompanhar as famílias. Ela mantém contato com todas as famílias afetadas pelo acidente e as visita de uma a duas vezes por mês, pelo menos. A empresa está totalmente envolvida em ressarcir essas pessoas”, concluiu Francisco.