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'Flanelinhas' querem ser incluídos no ‘Zona Azul’

Associação dos Guardadores deseja a intervenção da Prefeitura na inclusão do maior número possível de flanelinhas no novo sistema de estacionamento que o Município deve implantar

Segundo estimativa da Aglavam, atualmente 600 flanelinhas atuam nas ruas do Centro, mas no máximo, 200 deles serão absorvidos pelo sistema Zona Sul

Segundo estimativa da Aglavam, atualmente 600 flanelinhas atuam nas ruas do Centro, mas no máximo, 200 deles serão absorvidos pelo sistema Zona Sul (LUIZ VASCONCELOS)

Em reunião que ocorreu na sede do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) nessa quinta-feira (16), trabalhadores da Associação dos Guardadores e Lavadores Autônomos do Estado do Amazonas (Aglavam) expuseram algumas exigências para a implantação do ‘Zona Azul’. A licitação para a escolha da empresa que será responsável pelo sistema ainda não foi concluída, porém, a classe deseja o apoio da Prefeitura no que diz respeito a aproveitar o maior número possível de flanelinhas na execução do projeto.

De acordo com o presidente da Aglavam, Henrique André dos Santos, em reunião com o presidente do Manaustrans, Paulo Henrique Martins, a classe apresentou documento que propõe a terceirização de 200 trabalhadores que fazem parte da associação. “Essa foi uma das opções apresentadas ao Manaustrans. Somente depois da escolha da empresa que fará a administração, poderemos saber como o projeto será executado de fato”, explicou Henrique.

No documento, a Aglavam também cobra da Prefeitura uma solução para o impasse de que 400 flanelinhas – a classe é composta atualmente por 600 trabalhadores – que irão ficar sem função, visto que, segundo o presidente, muitos deles são analfabetos e nunca tiveram outra ocupação. “Existem flanelinhas e lavadores de 30, 40 anos. Não se pode deixar de lado esses casos”, afirmou.

Segundo Henrique Santos, além da terceirização, outras propostas foram apresentadas ao órgão. Entre elas, a Aglavam sugere o preço de R$ 2,30 para o serviço de segurança, onde R$ 1,00 seria para os trabalhadores, R$ 1,20 para a Prefeitura e R$ 0,10 para a Associação. O presidente ainda criticou a situação em que a classe se encontra na área da Ponta Negra e cobra alguma solução por parte do Executivo Municipal.

“Muitos de nós não ficamos mais lá após a inauguração, pois por ser um ponto turístico, já fomos agredidos pela Guarda Municipal na base do spray de pimenta. Hoje só atuamos na área daqueles prédios. Os que se encontram na Ponta Negra são pessoas que não são da Aglavam, ou seja, pessoas infiltradas”, informou.   

Ainda no documento, a associação indica a produção de um contrato de dez anos para os flanelinhas que forem contemplados pela ação, além da delimitação de 1.600 vagas de desempenho no Centro da cidade. Atualmente, a Aglavam atua no Centro e em outras áreas de grande fluxo como o bairro Parque Dez, Ponta Negra, Djalma Batista, além de casas de shows e eventos.

O Manaustrans informou que a proposta feita pela Aglavam foi enviada ao prefeito Artur Neto, o qual deve analisar o documento e entregar já na próxima semana para uma nova reunião com o órgão e a associação.