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Flanelinhas e vendedores ambulantes ilegais voltam a agir na Ponta Negra

Visitantes afirmam que guardadores chegam a cobrar até R$ 10 antecipado por vaga no local. Vendedores que atuam sem autorização também afrontam órgãos de fiscalização na área

Motorista é obrigado a pagar o valor exigido pelos flanelinhas sob o risco de ter o veículo danificado

Motorista é obrigado a pagar o valor exigido pelos flanelinhas sob o risco de ter o veículo danificado (Evandro Seixas)

Os flanelinhas voltaram a ocupar o Complexo Turístico da Ponta Negra, na Zona Oeste, dois meses após o novo gestor do balneário, Carlos Valente, afirmar que endureceria a fiscalização para evitar a prática ilegal. O espaço público para estacionamento no local continua sendo explorado por flanelinhas que cobram até R$ 10 antecipado pela vaga em via pública, sem nenhuma intervenção da Guarda Municipal, responsável pelo resguardo do patrimônio público, Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) ou Polícia Militar.

Durante o feriado prolongado no final de semana, milhares de pessoas foram ao balneário e muitas passaram pelo constrangimento quando receberam a cobrança ilegal dos flanelinhas. Na noite da Sexta-Feira Santa, feriado da Paixão de Cristo, por exemplo, a quantidade de carros foi tão grande na Ponta Negra que os condutores estacionaram até próximo à Marina do Davi, devido a falta de vagas no recuo de ambos os lados da avenida Coronel Teixeira, em frente ao complexo.

No sábado a cena se repetiu. Os condutores estacionaram na frente de edifícios e no terreno localizado em frente ao complexo identificado com placa de uma empresa de engenharia. No entanto, nem esses locais escaparam da atuação dos flanelinhas.

Eles se dividem demarcando os espaços de atuação a cada oito ou dez carros e dizem que “um não pode invadir a área do outro”. Para atrair o condutor para a vaga, quando disponível, vale acenar e até gritar. No momento que o condutor para o veículo, seja na área de estacionamento da avenida Coronel Teixeira, ou próximo aos prédios, o flanelinha se dirige até porta do motorista e informa que o valor pelo estacionamento deve ser pago antecipadamente.

“É constrangedor para quem está com a família ter raiva antes mesmo de descer do carro. Não aceito a ideia de pagar esses caras de jeito nenhum, mas se não pagar corro o risco de ter o carro riscado”, desabafou a publicitária Patrícia Lins, 33.

Em fevereiro A CRÍTICA denunciou a atuação dos flanelinhas que desafiavam agentes do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) e policiais militares na Ponta Negra. Na ocasião, Carlos Valente, se comprometeu a “eliminar definitivamente a atuação dos flanelinhas”. No primeiro fim de semanas após o anúncio a fiscalização funcionou, mas pouco depois retrocedeu. Naquele momento, os flanelinhas se limitavam a segunda etapa do complexo. Porém, atualmente ocupam toda a extensão da Ponta Negra.

Vendedores ambulantes

A atuação dos flanelinhas coincidiu com o retorno dos vendedores ambulantes irregulares na Ponta Negra. Mais de 30 operaram livremente o comércio irregular na calçadão do complexo sem qualquer incômodo. Nenhum têm permissão da Prefeitura de Manaus para atuar na Ponta Negra, uma vez que, apenas os comerciantes entre eles, os que atuam em boxes, quiosques e carros de pipoca, receberam concessão da município para operar no local. Eles trabalham, inclusive, com identificação fornecida pelo município.

O problema também foi mostrado por A CRÍTICA com a promessas dos responsáveis de resolverem a situação. Na oportunidade, a própria fiscalização do Implurb identificou ambulantes em pontos de ônibus fingindo que eram visitantes comuns.