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Fumaça aumenta o calor provocado pela falta de chuvas em Manaus, segundo SDS e Inpe

Focos de queimadas em diversos municípios e na zona urbana da cidade contribuíram para o aumento da temperatura; mês de agosto já é tradicionalmente considerado um dos mais quentes do ano

Nos últimos três dias algumas zonas de Manaus amanheceram cobertas por uma fumaça que é, segundo os especialistas, oriundas de focos de queimadas

Nos últimos três dias algumas zonas de Manaus amanheceram cobertas por uma fumaça que é, segundo os especialistas, oriundas de focos de queimadas (Carlos Souza/RCCop)

As queimadas na área urbana de Manaus, ao redor da capital e no Sul do Amazonas, ajudam a agravar o calor provocado pela falta de chuva na cidade. Ontem, a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgaram informações sobre o monitoramento via satélite dos focos de incêndio no Amazonas.

A SDS e o Inpe indicam que a fumaça cinza que envolve há dois dias todo o céu de Manaus se deve principalmente a três fatores: falta de chuva, focos de incêndio e direção dos vetos. Para os dois fatores naturais, nem SDS e nem Inpe indicam uma anormalidade para o período. Em relação aos focos de incêndio, os dados desse ano indicam aumento em comparação aos registros do ano passado.

De acordo com os dados divulgados pela SDS, no período de 1 a 20 de agosto de 2014, a Amazônia Legal apresentou um total 17.025 focos de calor. Ainda segundo a SDS, observou-se, em comparação ao mesmo período do ano passado, um aumento de 198%. A SDS indica que o Amazonas é quinto Estado onde há maior número de registros de focos de calor na Amazônia Legal.

Ciência

O pesquisador do Inpe, Alberto Setzer, que monitora queimadas e incêndios no Amazonas, declarou que a névoa cinzenta em Manaus é comum todas as vezes que “as queimadas” ao redor da cidade e na região Sul do Estado “começam a sair do controle”.

“É importante esclarecer que não é o clima que é o criminoso desses fatores. As pessoas costumam colocar a culpa no clima. O clima não tem variações ou responsabilidade sobre o que ocorreu em outros anos. Se os rios demoram mais um pouco para descer ou para subir, isso não é coisa anormal. Acontece. O vilão é outro”, declarou Alberto Setzer.

O pesquisador afirmou que a sensação térmica na cidade, por conta da névoa cinzenta, pode mesmo piorar nos próximos dias. Questionado sobre as perspectivas para mudança no clima da cidade, o pesquisador respondeu: “É simples. Depende da mudança do vento, da chuva e das pessoas pararem de queimar”, declarou.

Nesta sexta-feira (23) à tarde, Alberto Setzer informou que os satélites do Inpe indicavam vários focos de queimada que contribuíam para a manutenção da névoa na cidade. Entre as quais citou os municípios de Careiro, Manaquiri, Altazes, sul de Manicoré e Apuí, no Amazonas. As queimadas em município de Itaituba e Novo Progresso, no Pará, também contribuíram. Ele afirmou que as queimadas dentro da área urbana também contribuem para o problema.