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Funcionários da Amazonas Energia podem paralisar em pleno período da Copa

Movimento nacional dos trabalhadores ligados à Eletrobrás reivindica pagamento de participação nos lucros da empresa; caso não seja apresentada nenhuma proposta até o início de junho, a greve pode ser total

Durante as 72 horas da paralisação, 30% do corpo técnico da empresa permanecerá em atividade, para evitar problemas no fornecimento de energia

Durante as 72 horas da paralisação, 30% do corpo técnico da empresa permanecerá em atividade, para evitar problemas no fornecimento de energia (Arquivo AC)

Uma mobilização dos trabalhadores do setor elétrico em Manaus pode causar grandes prejuízos à cidade em plena Copa, se não houver negociação. Quem afirma é o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Amazonas (STIU/AM), Edney Martins.

Edney está se referindo à ameaça de greve total dos funcionários da Eletrobras Amazonas Energia, subsidiária da holding nacional do setor elétrico, caso a reivindicação feita por eles de pagamento do Direito de Participação nos Resultados (PLR) da empresa não seja atendida. “A gente já fez uma paralisação parcial, de alerta, nos dias 24 e 25 de abril, e vamos fazer outra agora, nos dias 28, 29 e 30 desse mês. Caso a empresa não se disponha a negociar conosco até a primeira semana de junho, a paralisação vai ser total”, esclarece o presidente.

O movimento reúne em torno de 2.100 funcionários do quadro efetivo da companhia em Manaus, que se juntam aos demais contratados da Eletrobras em todo o país. “É uma mobilização nacional, de reivindicação legítima por um direito dos trabalhadores”, afirma Edney. A categoria busca resolver a questão antes da Copa do Mundo, para que a cidade não sofra com apagões em pleno período do Mundial.

“Nossa intenção nunca foi, em nenhum momento, a de penalizar a população. Por isso essas paralisações sempre tiveram um efetivo de pelo menos 30% dos funcionários trabalhando, para manter as funções técnicas em ritmo normal. Agora, caso a empresa se recuse a negociar, nós não temos outra alternativa a não ser a greve total, e por período indeterminado”, alerta o presidente do STIU, que acrescentou: “nós realmente esperamos que a nossa reivindicação não precise chegar a esse ponto”.

A concentração do movimento está marcada para as 7h da próxima quarta-feira (28), em frente à sede da Amazonas Energia, na Cachoeirinha, bairro da Zona Sul de Manaus. Segundo Edney Martins, durante as 72 horas de paralisação o fornecimento da cidade não sofrerá nenhuma perda, já que 30% do corpo técnico ficará em atividade para garantir a manutenção da energia. A reportagem do Portal A CRÍTICA tentou entrar em contato com a empresa para saber qual a sua posição a respeito da greve, mas não obteve sucesso.