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Garoto de 4 anos é retirado de escola municipal e é estuprado

Menino foi deixado na sala de aula pela mãe que, ao voltar para pegá-lo, encontrou a criança chorando em uma rua atrás da escola. Exame confirmou violência sexual

Mãe da vítima procurou a OAB para denunciar o caso e pedir ajuda no acompanhamento da investigação do estupro.

Mãe da vítima procurou a OAB para denunciar o caso e pedir ajuda no acompanhamento da investigação do estupro. (Evandro Seixas)

Um menino de 4 anos foi retirado de dentro de uma escola municipal no bairro Parque 10, zona Centro-Sul de Manaus, e foi estuprado por adolescentes, segundo depoimento feito pela mãe da criança nesta sexta-feira (25), à Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil no Amazonas (OAB/AM).

O fato, de acordo com o depoimento, aconteceu na quinta-feira (17) e a Delegacia Especializada em Apoio e Proteção a Criança e ao Adolescente (Deapca) já está investigando.

De acordo com a mãe - uma assistente social de 45 anos - ao ir à escola pegar o filho, por volta das 17h30 (de Manaus) não encontrou o menino na sala, como de costume. Ao procurá-lo em outras áreas do colégio, também não localizou a criança.

"Sempre deixava ele na sala às 13h30 e ia buscá-lo às 17h30. Como não o encontrei, comecei a procurá-lo. Só encontrei meu filho por volta das 18h10, em uma rua nos fundos da escola, chorando e querendo ir para casa”, contou a assistente social.

Após levar o filho para casa, e estranhando seu comportamento, a mãe do menino resolveu examiná-lo. “Quando ele dormia, tirei a cueca dele e vi que ao redor do ânus estava muito vermelho e cheio de uns fiapos brancos”, disse a mãe da criança.

Nervosa e abalada após ouvir do filho que três rapazes lhe deram um bombom e o levaram para fora da escola, a mãe procurou forças para ir à polícia denunciar a violência. “Só no domingo (20) fui à Delegacia de Proteção a Criança, que mandou fazer exame de conjunção”, explicou.

O exame de conjunção anal foi feito no Serviço de Atendimento a Vítimas de Abuso Sexual (Savas) da Maternidade Moura Tapajós, na Compensa, zona Oeste, e deu positivo para esturpo. Segundo a mãe da vítima, o médico que examinou a lesão deixada na criança disse suspeitar que o estupro tenha sido praticado por adolescentes.

"Meu filho está tendo que tomar um coquetel de medicamentos para DST e Aids. Ele tem vomitado muito por causa dos remédios. Até dia 11 de março, quando volta a fazer novos exames, vai ficar tomando”, contou a mãe do menino.

OAB
Para o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AM, Epitácio Almeida, a professora e o segurança da escola devem ser responsabilizados. “Como uma criança de quatro anos é retirada da sala de aula e da escola? Tem que se apurar os responsáveis”, questionou o advogado da OAB.

De acordo com Almeida, a Ordem vai acompanhar o andamento do caso junto à Deapca e solicitar a perícia nas roupas do menino.

Pedofilia debatida
A violência sexual sofrida pelo menino de 4 anos se junta a várias outras denúncias de violência sexual contra crianças em Manaus, criando uma situação "inaceitável", nas palavras do presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AM. Ele organiza uma audiência pública para debater o assunto.

O evento está marcado para o próximo dia 10 de março, na Assembléia Legislativa do Estado (ALE/AM). “Temos que coibir esse tipo de violência de nossa sociedade”, frisou Epitácio Almeida.