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Indígenas estão abandonados à própria sorte em terreno da Funai

Dez famílias da etnia kokama vivem há três anos entre lixo, entulhos e carcaças de carros no Centro de Manaus

Garagem abandonada virou o ‘lar’ de dez famílias indígenas, que dividem espaço com entulhos, lixo e esgoto a céu aberto

Garagem abandonada virou o ‘lar’ de dez famílias indígenas, que dividem espaço com entulhos, lixo e esgoto a céu aberto (Lucas Silva)

Em barracos construídos com o reaproveitamento de tábuas e compensados, e lonas plásticas, dez famílias indígenas da etnia Kokama vivem há três anos num terreno que pertence à Fundação Nacional do Índio (Funai), mas que está abandonado, sem saberem quando terão uma moradia mais digna.

Vindos da região do Alto Solimões, especificamente dos Municípios de Santo Antônio do Içá e Tabatinga, desde 2010 os indígenas estão em Manaus. De acordo com o cacique Eliziário Kokama, as famílias se deslocaram para a capital temendo um conflito com o povo Tikuna daquela região.

“Quase entramos em conflito com os tikunas por causa de demarcação de terra. Eles queriam expulsar os kokamas porque, na época, nosso povo estava quase extinto. Por isso muita gente se deslocou”, relatou o cacique. Ele veio com a família para Manaus - são nove pessoas, ao todo - e moram em barracos erguidos sobre o chão de barro.

De acordo com Eliziário, são quase 50 pessoas morando no terreno, localizado na rua 24 de maio, Centro. No local, estão carcaças de veículos da Funai e mais uma pilha de entulho. Não há saneamento básico e um odor toma conta da área. O cacique conta que quando chegaram em Manaus foram morar numa invasão situada na comunidade Lago Azul, na Zona Norte. Mas, pouco tempo depois os proprietários do terreno conseguiram a reintegração de posse.

“Desde essa época a Funai se responsabilizou de levar a gente pra outra área, mas não deu certo. A Funai disse que ia nos colocar temporariamente. Mas até hoje ainda estamos aqui. Procuramos várias vezes a Funai depois e até hoje nada ficou resolvido”, relatou.

Outros órgãos, entre eles a Secretaria Municipal de Assistência Social e Desenvolvimento Humano (Semasdh) e Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) também estiveram no local para verificar a situação das dez famílias, informou o cacique. “Mas ninguém faz nada”, lamentou. A Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) confirmou que a Semasdh fez um cadastramento dos indígenas. A CRÍTICA procurou o coordenador da Funai, em Manaus, Eduardo Desidério, pelo telefone 91xx - xx62, mas a ligação caiu na Caixa Postal.