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No Dia da Infância, estatística levam à reflexão sobre o abandono das crianças no Brasil

Seja pela falta de acesso a educação, trabalho infantil ou exploração sexual, a infância perdida é considerada um dos motivos que fazem o Brasil ser considerado um país ainda em desenvolvimento

O maior desafio, segundo especialistas, é combater a exploração do trabalho infantil informal, que vai desde os meninos de rua até os ‘aviões’ do tráfico de drogas

Um olhar, um sorriso e a pureza das crianças brasileiras estão em risco pelo que se constata nos dados oficiais (Bruno Kelly)

Um olhar, um sorriso e a pureza  das crianças brasileiras estão  em risco pelo que se constada nos dados oficiais divulgados a propósito do Dia da Infância, lembrado nesta sexta-feira (21). Seja pela falta de acesso a educação, pelo trabalho infantil ou exploração sexual a infância perdida é considerada por muitas pessoas um dos motivos que fazem com que o Brasil seja considerado um país ainda em desenvolvimento.

Segundo a última análise das condições de vida da população brasileira, produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2002 e 2012, a sociedade brasileira passou por mudanças que produziram impactos significativos sobre as condições de vida da população. Se por um lado, o dinamismo do mercado de trabalho se traduziu no crescimento da população ocupada e na formalização das relações de trabalho por outro os desafios de superação dos  gargalos como o acesso à educação infantil continuam.

De acordo com o IBGE do total de crianças de 0 a 3 anos do Amazonas apenas 5,1% estão freqüentando a escola. O número de crianças matrículas sobe para 59,2% entre as crianças de 4 a 5 anos e chega a 95,9% quando os estudantes chegam no ensino fundamental.

Os dados da Divisão de Informação e Estatísticas da Secretaria Municipal de Educação (Semed) aponta que, em 2013, a população de 0 a 5 era igual a 205.707 alunos, desses, 21,12% foram atendidos pela rede municipal de educação, porém o número de crianças matriculas é maior, pois a rede particular de ensino também atende a demanda.

Segundo a psicopedagoga, Sabryna Campos, a educação infantil trabalha com as crianças percepções, coordenação motora e principalmente o relacionamento com os colegas, portanto perder essa fase significa   que ela terá dificuldades quando ingressar na escola não só no aprendizado, mas também no relacionamento. “Pesquisas mostram que quanto mais cedo o ingresso na escola, melhor será a vida escolar depois de grande, pois na escola a vivência é individual e coletiva”, acrescentou Sabryna Campos.

A Semed informou que, por conta da expansão de Manaus, a migração para outros bairros e inauguração de grandes conjuntos habitacionais nas periferias, a maior demanda de vagas está localizada nas Zonas Norte, Leste e Oeste.

Creches

Segundo a Secretaria Municipal de Educação (Semed), a prefeitura tem trabalhado para reduzir o número de crianças fora das creches. A secretaria destacou que ao longo deste ano serão construídas 37 novas unidades para atender o público infantil e, até o fim da gestão, a meta é entregar um total de 110. Em janeiro a própria Semed informou que para atender a demanda total eram necessário construir 192 creches com 140 vagas cada uma delas.

Neste ano

De acordo com a secretaria, oito creches estão em construção. Destas, três serão entregues entre a segunda quinzena de abril e maio. Além destas oito que já estão em construção, outras cinco  foram licitadas, nove estão em processo de licitação e outras 18 estão em fase de adesão de ata no  Fundo Nacional Desenvolvimento Estudantil (FNDE), a fim de também serem liberadas para construção pela rede municipal .

Cmeis

A Semed também está em planejamento para entregar mais seis Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis), que são voltados para crianças de 4 e 5 anos e tem capacidade para atender 500 alunos cada e seis Escolas Municipais de Ensino Fundamental (Emefs), na área urbana, que atenderão 900 estudantes cada. Com isso, a prefeitura espera estender o atendimento.