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Inquérito sobre acidente entre caçamba e micro-ônibus deve ser concluído em 15 dias

Exame toxicológico que comprovou uso de álcool e drogas em corpo de motorista foi feito em Belém (PA) porque a Polícia Civil do AM não está equipada com tal tecnologia

emerson negreiros

As informações foram repassadas pelo delegado Emerson Negreiros, diretor do DPM (Luiz Vasconcelos)

Dentro de 15 dias a Polícia Civil do Amazonas deve finalizar e remeter à Justiça o inquérito policial sobre acidente entre um caminhão caçamba e um micro-ônibus que deixou 15 mortos em Manaus. Um exame toxicológico revelado no sábado (dia 19 de abril) mostrou que Ozaias Costa de Almeida, 36, motorista que dirigia caçamba, consumiu álcool e cocaína antes da colisão.

Na amostra de urina, o exame deu positivo para concentrações de benzoilecgonina superior a 300 ng/ml, substância alcalóide da cocaína. Já na amostra de sangue, foi detectada a concentração de 3,18 gramas de álcool etílico por litro de sangue. Ozaias teria consumido tais drogas no mínimo 10 horas antes da colisão com ônibus, período em que tais substâncias alucinógenas permanecem no corpo.


Sem estrutura

O exame toxicológico foi realizado em Belém (PA), no Laboratório Forense de Análises Biológicas, Bioquímicas e Toxicológicas, já que o Amazonas não possui tecnologia para realizar tal procedimento. A PC-AM confirmou a veracidade do documento, produzido no dia 7 e abril, e afirmou não estar equipada para realizar esse exame a partir de amostras de pessoas mortas.

De acordo com o diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), delegado Emerson Negreiros, não é prioridade implantar tal tecnologia no Amazonas já que tais situações não são comuns. “Não temos isso com tanta frequência (em Manaus). Situações como essas (acidente) são ímpares. Nossa prioridade seriam outros sistemas (tecnologia)”, disse.

Conforme Negreiros, é comum polícias civis de outros Estados serem parceiras e solicitarem exames de outros institutos de criminalística. “Eles lá trabalham muito mais com situações dessa ordem. É uma forma desse exame ser feito por pessoas alheias ao nosso local. Temos até maior isenção se trabalharmos com peritos de fora”, declarou.

Na primeira quinzena do mês de abril, o Instituto de Criminalística da PC-AM deve receber um Espectrofotômetro Infravermelho FTIR-660, destinado ao Laboratório Químico Toxicológico (LQT) e Laboratório de Biologia, Bioquímica e Toxicologia (LBBT). O aparelho é avaliado em R$ 200 mil, e será usado na análise de amostras sólidas, líquidas, pastosas, como alimentos e alguns produtos químicos e farmacêuticos.

Alta velocidade

Além de consumir drogas, o motorista Ozaias estava dirigindo em alta velocidade a caçamba envolvida no acidente, conforme depoimento de Raimundo Nogueira dos Santos, 46, operador de retro-escavadeira que estava no banco do carona dentro da caçamba na hora da colisão. Raimundo, inclusive, pediu para Ozaias dirigir mais devagar.

Uma equipe de peritos da Polícia Civil do Amazonas também constatou que a caçamba estava entre 80 a 90 km/h quando aconteceu a colisão, na avenida Djalma Batista, Zona Centro-Sul, ou seja, acima do limite de 60 km/h permitido naquele ponto. Problemas por falhas mecânicas na caçamba também foi descartado pelos peritos como causa do acidente