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Invasão no ramal do Brasileirinho provoca desmatamento em área rural de Manaus

Terreno de 160 mil metros quadrados na Zona Leste foi invadido, há dois meses, por aproximadamente 200 famílias; Secretaria e Delegacia do Meio Ambiente já foram avisadas, mas nada foi feito

Árvores derrubadas e queimadas compõem o cenário de devastação visto no terreno que foi cedido à prefeitura

Árvores derrubadas e queimadas compõem o cenário de devastação visto no terreno que foi cedido à prefeitura (Luiz Vasconcelos)

Uma área verde de 160 mil metros quadrados, localizada próximo ao ramal do Brasileirinho, no Distrito 2, Zona Leste, está sendo desmatada há aproximadamente dois meses. No local é possível encontrar, ao menos, 200 barracos construídos, focos de queimadas e pessoas derrubando árvores sem que haja qualquer fiscalização dos órgãos públicos.

Segundo o vigilante de um empresa instalada próxima ao terreno, os invasores permanecem no local somente durante o dia. “À noite não fica ninguém, mas logo cedo eles aparecem e continuam a cortar árvores e a queimar madeira”, explicou o vigilante, que pediu para não ser identificado.

Segundo o vice presidente do associação do Centro de Desenvolvimento dos Micro e Pequenas Empresas do Pólo Industrial de Manaus (Cadepim), Arlindo Batista, foi dado entrada no dia 28 de julho na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) uma denúncia sobre a invasão. “Eles fizeram diversas queimadas e a cada dia surge um novo morador e nada tem sido feito pelos órgãos responsáveis”, disse Batista.

 
Segundo vizinhos do terreno, invasores só frequentam o local durante o dia (Luiz Vasconcelos)

Ainda segundo ele, essa semana foi registrado também um boletim de ocorrência na Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) para que seja feito algo. “Nós estamos avisando e ninguém está se dando conta da gravidade da situação porque essa pessoas estão acabando com uma área que estava preservada e deveria continuar assim para o bem de todos”, acrescentou Batista.

A situação é tão grave que os invasores atearam fogo nas árvores derrubadas há algumas semanas e foi necessário chamar o Corpo de Bombeiros para controlar o incêndio.

De acordo com Arlindo, a área pertencia a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e foi doada à Prefeitura de Manaus para que seja construído galpões que vão auxiliar no trabalho dos micro empreendedores.

O acordo previa que, após a construção, os galpões serão repassados à associação que deverá preservar a área verde, pois lá há duas nascentes de igarapé.

A assessoria de comunicação da Suframa confirmou que a área foi repassada a prefeitura, mas que tem acompanhado a situação para verificar os invasores estão indo para as áreas que ainda pertencem ao órgão.

Águas Claras segue invadida

Outra invasão que segue crescendo está na Área de Preservação Ambiental (APP) localizada no loteamento Águas Claras, na Zona Norte. Responsáveis pela fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente estiveram na semana passada no local e demoliram 50 barracos, porém segundo os moradores que residem no local há quatro anos mesmo com a visita dos técnicos da Semmas os invasores continuam derrubando árvores e construindo barracos.