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Jovem sofre emboscada e acaba assassinado com sete tiros em barraca de churrasco, em Manaus

A suspeita é que o crime ocorreu por desavenças e dívidas com traficantes. A vítima e a família vieram de Macapá (AP) para Manaus e, em poucos meses na cidade, o jovem se tornou “aviãozinho” e usuário de drogas

O Instituto Médico Legal (IML) faz a retirada do corpo no local

(Márcio Melo)

Um adolescente de 17 anos morreu assassinado com sete tiros quando estava conversando com colegas em uma barraca de churrasco no bairro Colônia Terra Nova, na Zona Norte de Manaus, na noite de quarta (11). A vítima e a família vieram da cidade de Macapá (AP) para Manaus, há cerca de um ano, e o adolescente acabou se envolvendo com traficantes da área.

O crime aconteceu na rua Bom Pastor, esquina com a rua Coração de Jesus, na comunidade Jesus Me Deu, bairro Colônia Terra Nova. O adolescente assistia a um vídeo de celular com colegas, na barraca de churrasco, quando passou e parou um carro Voyage de cor preta e placas não identificadas, de onde saíram dois homens empunhando arma de fogo.

A dupla efetuou diversos tiros contra a vítima, que morreu na hora atingida sete vezes na cabeça, nas costas e na perna direita. Para tentar encobrir o rosto, um dos assassinos usava um capuz e outro um boné. O calibre da arma usada no crime é desconhecido, bem como a identidade dos assassinos. Familiares acreditam que o adolescente tenha sofrido uma emboscada.

O jovem estava em casa quando teria recebido uma ligação de um amigo convidando insistentemente para que ele fosse até a barraca de churrasco e, pouco depois, outros colegas passaram na residência para irem juntos ao local. Quando chegaram à barraca, um dos rapazes mostrou à vítima um vídeo de celular, talvez para desviar a atenção. Pouco depois, o rapaz foi assassinado.

Segundo a prima da vítima, a autônoma Alessandra Barros da Costa, 31, havia poucas pessoas na rua Bom Pastor e, antes do crime, a irmã mais nova do adolescente foi impedida de passar no local pelos assassinos no carro Voyage. Entretanto, segundos depois, a garota ouviu o barulho dos disparos da arma de fogo e correu para ver o que tinha ocorrido.

A família acredita que a morte ocorreu por desavenças com traficantes, que arquitetaram o assassinato por conta de dívidas. Conforme Alessandra, a vítima se tornou “aviãozinho” do tráfico de drogas e usuário de entorpecentes nos primeiros meses que chegou a Manaus, influenciado por novos amigos. A intenção da família era retornar para o Estado do Amapá nos meses seguintes.

Na manhã desta quinta-feira (12), familiares do adolescente foram à Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) para prestar depoimento. Parentes do garoto disseram que a vítima nunca havia informado se estava recebendo ameaças de morte. O caso será investigado. O velório do rapaz aconteceu nesta quinta.

*Com informações da repórter Girlene Medeiros