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Acolhida calorosa de manauenses durante Copa do Mundo desperta simpatia dos turistas estrangeiros

Camaroneses e croatas revelam que ‘boas vindas’ do povo manauense desperta o interesse em conhecer melhor e até mesmo morar na cidade

De acordo com dados da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur) 14 mil turistas croatas e camaroneses passaram por Manaus durante a Copa do Mundo

De acordo com dados da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur) 14 mil turistas croatas e camaroneses passaram por Manaus durante a Copa do Mundo (Luiz Vasconcelos)

O jogo passou e o que restou para os camaroneses e croatas que moram em Manaus é a alegria de ter participado de um momento único do futebol, mesmo longe do País de origem. Estudante de engenharia de alimentos na Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o camaronês Romuald Yomkil, 24, que há dois anos reside em Manaus, disse que assistir ao jogo da seleção do seu país, mesmo longe de casa, foi uma das melhores oportunidades que já teve.

Ele lembra que, quando chegou à cidade, sentiu dificuldade de adaptação, pois não conhecia nada da cultura brasileira além do que era divulgado pela televisão, mas logo percebeu o quanto o povo manauense é receptivo e comunicativo, o que o fez se sentir em casa, mesmo estando longe da família.

Segundo Romuald, o carinho das pessoas de Manaus faz com que ele não sinta um estrangeiro. “Todos me receberam tão bem que viver em Manaus foi uma boa escolha”, disse Romuald.

Romuald conta que, quando chegou a Manaus, passou por algumas situações inusitadas, principalmente relacionadas à língua. Para estudar no Brasil, o camaronês precisou fazer um curso de português de seis meses e, mesmo assim, passou por situações engraçadas, como chegar no restaurante da universidade e não lembrar como se pedia determinado prato. “Aguentei a bagunça dos colegas, que riram bastante da minha confusão, mas essas coisas acontecem e tive que me adaptar. Mesmo assim, de vez em quando ainda passo por constrangimentos”, explicou Romuald.

De acordo com Romuald, a comunidade camaronesa não é grande em Manaus, porém juntando com os “irmãos” do Congo e Nigéria, que também estão na cidade, dá pra matar um pouco da cidade de casa.

Sobre voltar para o país de origem, o estudante diz que isso vai depender das oportunidades de trabalho que surgirem, pois se conseguir emprego depois de terminar a faculdade, pretende permancer em Manaus e, quem sabe, constituir familia. “Sinto saudades da minha mãe, pai e irmãos, mas me sinto muito feliz aqui porque foi a cidade que me acolheu”, acrescentou o estudante.

‘Invasão’

De acordo com dados da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur) 14 mil turistas croatas e camaroneses passaram por Manaus durante a Copa do Mundo. 

No Largo de São Sebastião, no Centro, assim como aconteceu com os ingleses e italianos, houve uma verdadeira “invasão” de croatas. Para o croata Zoran Kacic-Bartulovic, mesmo passando apenas três dias na cidade, deu para perceber o quanto as pessoas são receptivas e gostam de futebol. Segundo Zoran, que veio com um grupo de quatro amigos, eles pretendem voltar para conhecer melhor a cidade, pois o tempo foi curto diante de tantos atrativos turisticos. “Nós visitamos poucas coisas, mas queremos voltar em breve para fazer outros passeios e conhecer mais pessoas, pois todos têm nos tratado muito bem”, disse.

Os torcedores manauenses que visitavam o Largo durante a manhã de ontem também tiveram uma ótima impressão dos turistas croatas. A estudante Camila Matos de Lima, 25, disse que todos eram muito simpáticos e não se incomodavam com o assédio das pessoas, que pediam, até mesmo, para tirar fotos com eles.

Blog - Marcelo Araújo, professor de Educação Física

“Acredito que turistas e manauenses estão adorando essa ‘invasão’.  O povo de Manaus está sendo muito simpático com todos os estrangeiros que passam por aqui e isso faz com eles se sintam em casa. Já ouvi vários deles (turistas) comentando que pretendem voltar à cidade e conhecer melhor as nossas belezas e que estão se sentindo em casa. Isso tudo nos deixa muito orgulhosos, pois mesmo com os vários problemas da cidade, as pessoas se sentem bem aqui. Acho que não tem muitos croatas morando em Manaus, mas depois dessa Copa e de conhecer o calor da cidade, alguns vão decidir morar aqui, porque essa alegria, carinho e felicidade é típica do brasileiro, que mesmo reclamando dos gastos se diverte e, pelo menos por algum momento, não deixa transparecer as dificuldades que enfrentamos”.

Destaque na educação

Existem dois sistemas escolares em Camarões. O sistema britânico nas províncias do Sudoeste e Nordeste e o sistema francês em todo o resto do País. A partir do primário, a união dos dois sistemas resulta em uma educação bilíngue: Francês e Inglês. A educação é particular e pública. A taxa de escolaridade é uma das mais altas da África: 73%. De acordo com Romuald, a educação lá é boa e os dois irmãos dele fazem faculdade no próprio país.