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Advogado preso com arma e veículo adulterado nega os crimes e diz que PMs 'plantaram provas'

O advogado negou estar portando o material e após pagar fiança de R$ 800, ele denunciou na Corregedoria da PM que a arma e as munições foram "colocadas" dentro do carro pelos policiais da Rocam

Advogado é preso com arma e veículo adulterado

Advogado é preso com arma e veículo adulterado (Divulgação)

O advogado Sidney Viera de Souza, 32, foi preso na noite deste sábado (7), na rua Rio Purus, bairro Vieiralves, Zona Centro-Sul de Manaus, portando ilegalmente uma pistola Glock, três munições de pistola 380 automática sem registro e adulteração no chassi do veículo que dirigia, um Honda Civic preto, de placas JXS-4393, durante uma barreira policial.

O advogado negou estar portando o material e após pagar fiança de R$ 800, ele denunciou na Corregedoria da Polícia Militar (PM) que a arma e as munições foram "colocadas" dentro do carro pelos policiais da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam), que efetuaram sua prisão.

De acordo com o Boletim de Ocorrência (B.O.) registrado no 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP), o soldado Dilaney Silva afirmou que a guarnição estava em patrulhamento nas proximidades do Posto BR quando desconfiaram do veículo do advogado, que estava sem o lacre do Departamento Estadual de Trânsito do Amazonas (Detran-AM).

Ao questionarem Sidney sobre o lacre, ele afirmou que não sabia o porquê do material obrigatório estar violado. Os policiais perguntaram se havia algo de ilícito no veículo e o advogado disse que não. Ao ser informado que os PMs realizariam uma busca no veículo, o mesmo teria declarado que guardava uma arma de fogo embaixo do tapete do banco do motorista.

Ainda segundo relato descrito no B.O., os policiais encontraram a arma e foram até a casa do advogado, levar uma criança de 5 anos que estava no veículo do advogado. Em pesquisa ao Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS), foi identificado que o chassi não batia com a placa do veículo e o documento apresentado por Sidney.

Após isso, ele foi encaminhado para o 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP), onde foi autuado em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e instaurado um inquérito por adulteração do sinal identificador de veículo automotor.

A declaração dada pelo condutor da ocorrência foi questionada pelo advogado, que garantiu não possuir nenhuma arma no veículo para o delegado plantonista Edney Marques. Segundo ele, o policial militar teria "plantado" o encontro da arma no seu carro, porque há uma intriga com um capitão da PM e este teria supostamente ordenado a ação da guarnição.

Advogado nega crime

A corregedoria da PM informou que Sidney pagou uma fiança arbitrada no valor de R$ 800 para responder pelos crimes em liberdade e assim que deixou a delegacia foi à sede Secretaria de Segurança Pública (SSP), na avenida Torquato Tapajós, onde fez uma denúncias contra os policias da Rocam.

De acordo com o coronel Euler Cordeiro, corregedor auxiliar da PM, o advogado foi ouvido e uma denúncia foi formalizada. Ainda segundo ele, o caso será investigado e na segunda-feira (9), os policiais militares que realizaram a prisão serão chamados para também serem ouvidos sobre o fato.