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Aluguel de bicicletas na Ponta Negra gera lucro para empresário

Aproveitando o sucesso das magrelas na orla recém-inaugurada, ciclista uniu diversão e lucro com o aluguel de bicicletas 


Para alugar uma bibicleta, o cliente faz um cadastro na própria Ponta Negra; A demanda é tão grande que forma filas

Para alugar uma bibicleta, o cliente faz um cadastro na própria Ponta Negra; A demanda é tão grande que forma filas (Luiz Vasconcelos)

Além de trazer uma “nova vida” a um dos principais cartões postais de Manaus, a reforma do complexo da Ponta Negra proporcionou o surgimento de diversos negócios no local.

Algumas ideias foram simples e eficientes, como no caso do técnico de celulose maranhense Francisco Alberto, 43. Desde outubro do ano passado, ele aluga bicicletas na Ponta Negra todos os domingos e quartas-feiras, dias do “Faixa Liberada”, projeto da Secretaria Municipal de Esportes (Semjel), que interdita uma das vias do complexo para prática desportiva.

Francisco possui 20 bikes e o aluguel custa R$ 5 por hora. A ideia empreendedora surgiu “por acaso”, em um dia de lazer com a família. “Resolvi passear aqui na Ponta Negra de bicicleta e o trabalho foi grande. Você tem que descer com as bicicletas do apartamento, depois arrumar o suporte no carro, colocar todas elas nele, vir dirigindo com cuidado redobrado do São José até aqui... Aí percebi que não havia ninguém que alugasse bicicletas na Ponta Negra e que várias pessoas poderiam enfrentar os mesmos percalços que eu tive para pedalar aqui. Nisto, a ideia foi amadurecendo”, relatou Alberto. Ele comprou uma pequena picape para transportar as bicicletas até a Ponta Negra, e passou a “bater ponto” todos os domingos entre 8h e 13h e nas noites de quarta-feira no local.

A procura pelas bicicletas é tão grande, que os ciclistas chegam a formar filas para aguardar a devolução das bikes por outros usuários, para poder utilizá-las. Francisco colocou fotos de pontos turísticos de Manaus em suas bicicletas para identificá-las e também organizou um cadastro com nome, endereço e telefone de cada cliente para evitar furtos ou prejuízos. “Tenho hoje cerca de 400 clientes cadastrados e nunca tive nenhum problema. As pessoas que me procuram aqui são conscientes e querem apenas um bom lazer”, completou.

Burocracia

Apesar de não ter problemas com os usuários, Francisco Alberto tem encontrado dificuldades com os órgãos públicos para continuar seu serviço. Mesmo com uma microempresa formalizada e pagando todos os tributos, ele não recebeu autorização do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) para atuar no calçadão da Ponta Negra. “Fui em uma reunião e me disseram que eu só poderia entrar na Ponta Negra por meio de licitação”, lamentou. Ele então, migrou para um terreno particular, ao lado do condomínio Beethoven, onde montou seu ponto. “A Prefeitura disse que não pode interferir em uma área particular. Logo, eu posso montar meu negócio aqui. Mesmo assim fico sempre com a incerteza de investir na compra de mais bicicletas e, de repente, ser impedido de continuar minha atividade”, comentou o microempresário.

Comodidade e boa saúde garantidas

Entre os clientes que Francisco Alberto conquistou nestes meses, a satisfação é garantida. William Ribeiro, 26, disse que não possui bicicleta e passou a usufruir do serviço e da comodidade de alugar uma bike. “Isto aqui é qualidade de vida e o preço é muito bom. Todo domingo e quarta-feira venho para a Ponta Negra pedalar agora”, garantiu. Alguns clientes pretendem inclusive “abraçar a causa” do microempresário, para que ele obtenha as licenças da Prefeitura e continue trabalhando na Ponta Negra. “Vamos fazer uma campanha em prol da liberação do trabalho dele. Queremos organizar um abaixo assinado e fazer muito barulho nas redes sociais. Não podem acabar com um serviço honesto desses. Não tem motivos para que a Prefeitura não dê a autorização que o seu Francisco precisa”, contou a autônoma Lucineide Carvalho, 27, que também se tornou “cliente fiel” do serviço nos últimos meses.