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Plataformas dos pontos de ônibus do BRS na Zona Norte ainda estão em obras

Nenhuma das 12 plataformas do falido sistema de transporte coletivo Expresso, rebatizado de BRS, está pronta e obra só deve ser entregue depois do mundial

Das oito plataformas na Torquato Tapajós em obras, havia operários em duas

Das oito plataformas na Torquato Tapajós em obras, havia operários em duas (Winnetou Almeida)

A quatro dias do início da Copa do Mundo, as plataformas do sistema Bus Rapid System (BRS), localizadas na Zona Norte, que fazem parte do sistema de mobilidade para o Mundial e que deveriam ter sido concluídas até maio deste ano, estão apenas no esqueleto.

Nenhuma das 12 plataformas do falido sistema de transporte coletivo Expresso, rebatizado de BRS, nas avenidas Max Teixeira, Noel Nutels e Camapuã, no bairro Cidade Nova, está pronta e obra só deve ser entregue depois do mundial.

Entretanto, elas constam na primeira etapa do projeto de implantação de totens bilíngues para orientar turistas em Manaus, para ser concluído até ontem. “Como vão colocar placas para turistas se ainda não têm nem plataforma pronta?”, questionou a universitária Karina Albino, 26.

O projeto é desenvolvido pela Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) que só tem como fazer a instalação dos totens se as plataformas estiverem prontas.

A obra é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), executada pela empresa Rede Engenharia LTDA, vencedora da licitação pública no valor de R$ 1.477.893.93. Em março deste ano, A CRÍTICA mostrou que as plataformas do “Quadrilátero da Copa”, onde passa o eixo Norte Sul do BRS, eram priorizadas, enquanto as da Zona Norte estavam tomadas por lodo e mato. A Seminf informou, na ocasião, que a reforma das plataformas seria realizada em um mês, após a realização da licitação no dia 3 de abril.

No trecho conhecido como Bola do SOS, próximo ao Instituto Médico Legal (IML) até o Terminal de Integração 3 (T3) existem quatro plataformas do BRS, sendo que em uma delas a obra nem começou e a estrutura permanece do mesmo jeito que foi deixada pela gestão do então prefeito Alfredo Nascimento, idealizador do Expresso.

Do T3 em direção à avenida Torquato Tapajós existem outras oito plataformas, estas em obras. No entanto, em apenas duas havia operários. A cobertura de apenas três foi trocada, porém estão inacabadas.

“Isso é uma maquiagem. Não estão fazendo nada. A estrutura é do ‘Extresso’ e só estão trocando a cobertura e pintando de outra cor para dar o nome de BRS. E o pior é que pagamos pelos dois e com o agravante de uma reforma descaradamente cara. Se não deu certo naquele tempo como vai dar certo agora se não fizeram nada de novo?”, desabafou o comerciante Ângelo Soares, 49.

Mais de 100 totens serão instalados

A instalação dos totens nas plataformas do BRS começou no dia 31 de maio e foi concluída esta semana, na avenida Constantino Nery. No entanto, o serviço ainda não foi concluído nas plataformas das avenidas Cosme Ferreira e Grande Circular.

A primeira plataforma a receber os totens foi a Estação Olímpico, em frente ao clube de mesmo nome, na Zona Centro-Oeste. A Manauscult prevê a instalação de 89 totens até o final desta semana nas avenidas Constantino Nery, Torquato Tapajós, Autaz Mirim, Alameda Cosme Ferreira, além da Max Teixeira, Noel Nutels e Camapuã, estas três últimas ainda em obra.

Outras 47 placas devem ser instaladas em pontos de ônibus da Matriz e avenidas Floriano Peixoto, Leonardo Malcher, Tapajós, Epaminondas, Getúlio Vargas, Dom Pedro, Turismo, Santos Dumont e Djalma Batista.

Expresso

As plataformas do Expresso construídas por Alfredo Nascimento, pagas por Serafim Corrêa e abandonadas por Amazonino Mendes recebem o nome de Bus Rapid System (BRS) e começaram a ser reformadas por Artur Neto no ano passado.