O advogado dos réus Jimmy Robert Brito, 33, Rodrigo Alves, 18, e Ruan Pablo Magalhães, 18, mantiveram a mesma estratégia, alegando inocência dos clientes dele. A defesa prévia foi feita por Marcelo Gonçalves em entrevista ao telejornal A Crítica na TV desta quinta-feira (28).
Os três são suspeitos dos assassinatos da ex-coordenadora de Relações Internacionais da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) Maria Gracilene Belota, 59, da filha dela, Gabriela Belota, 26, e do irmão de Gracilene, Roberval Brito, 63.
De acordo com ele, nos documentos, que já foram entregue à Justiça, tanto Rodrigo quanto Ruan Pablo negam a autoria dos crimes, contrariando a primeira versão apresentada por eles aos investigadores da Polícia Civil, no dia seguinte às mortes, quando os dois confessaram envolvimento no triplo homicídio.
Para Gonçalves, a mudança no “discurso” dos dois acusados não compromete a credibilidade deles perante a Justiça. “Somente a confissão diante do magistrado possui valor probatório. Na delegacia não tem garantia, porque o acusado está preso, desassitido, e não tem outra saída que não confessar a suposta prática delituosa”, alegou o advogado.
Na defesa de Rodrigo, ele não acusa nenhum dos outros envolvidos, apenas se isenta de culpa. Já a defesa de Ruan Pablo solicita a convocação de duas testemunhas e a delação premiada (redução da pena, por ter sido o primeiro a confirmar os crimes).
O advogado de Jimmy não foi localizado. Na defesa dele, foi feito um novo pedido de exame de sanidade mental e a gratuidade processual, alegando que o réu não tem condições financeiras de arcar com as despesas do processo.
Mortes
Segundo investigações policiais, Maria Gracilene, Gabriela e Roberval foram mortos em sequência por Jimmy, Ruan e Rodrigo, namorado de Jimmy. O fato de Roberval não aceitar a homossexualidade de Jimmy e uma herança teriam motivado as mortes.