Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Coleta de vestígios na cena do crime é fundamental para solução dos casos

À frente da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) desde 19 de dezembro de 2013, o delegado Paulo Martins, ressalta que o local do crime fala por si só, por isso a importância em preservar o lugar onde acontece o delito

Peritos criminais recolhem vestígios no local do crime, muitas vezes, fundamentais para a solução do caso pela polícia

Peritos criminais recolhem vestígios no local do crime, muitas vezes, fundamentais para a solução do caso pela polícia (Arquivo/AC)

 “O local do crime é como um quebra-cabeça. Quanto mais se preservar, mais rápido o caso poderá ser solucionado”. A declaração é do Diretor do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Civil do Amazonas, Carlos Fernandes, ao destacar que as peças do jogo são vestígios, que podem ser perdidas por manipulação ou desgaste devido às intempéries (condições climáticas extremas).

Segundo Carlos Fernandes, são considerados vestígios os biológicos coletados: sêmen, sangue, fezes, urina, pelos, tecidos, unha, saliva, etc.; impressões digitais (latentes ou visíveis); pegadas, marcas de pneus, resquícios químicos e manchas diversas. “Dependendo da qualidade do material encontrado na cena do crime, os laudos da perícia podem levar até 30 dias para ficarem prontos”, pontuou.

À frente da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) desde 19 de dezembro de 2013, o delegado Paulo Martins, ressalta que o local do crime fala por si só, por isso a importância em preservar o lugar onde acontece o delito.

“Geralmente o autor do crime deixa vestígios ou evidências que nos ajudam a solucioná-lo. Daí a importância em isolar a área. Cabe aos policiais, civis ou militares, essa tarefa. Em seguida, os peritos do IC são acionados para coletar o material. Assim que eles liberam a área, após uma ou duas horas, damos início às diligências, entrevistando testemunhas e tentando obter alguma evidência para seguir uma linha de investigação. Identificado os autores, representamos o pedido de prisão preventiva”, detalhou Paulo Martins.

Citando como exemplo o caso da adolescente Mey-Lee de Oliveira Cintra, encontrada morta num terreno baldio no Centro da cidade no dia 26 de fevereiro deste ano, o titular da DEHS explica que foi a partir do sêmen coletado no local do crime que os policiais chegaram até os autores do delito: Daniel Santos Cruz, 20, Maelson Frota Santos, 24, e Emerson Santos Gama, 26.

Emerson, que é irmão de Maelson, conduziu a vítima ao local e após estuprá-la, fugiu, abandonado-a desacordada no lugar. Na época, Daniel e Maelson, que mantinham um relacionamento amoroso, foram encontrados ao lado do corpo da vítima, que tinha 17 anos. Eles confessaram que consumiram droga e praticaram sexo com a garota após ela vir a óbito por estrangulamento, depois de receber um golpe conhecido como “gravata”.

Denúncia

De acordo com o delegado Paulo Martins, a participação da população é muito importante, fornecendo informações à polícia por meio do 181, o disque-denúncia, e pelo telefone da DEHS: (92) 3636-2874. A identidade dos informantes fica em sigilo.