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Comunidades terapêuticas no AM oferecem tratamento para a dependência química

Uma das principais alternativas de tratamento aos usuários com dependência grave são as comunidades terapêuticas, onde os usuários podem ser internados

Centro de Reabilitação em Dependência Química é uma das opções para tratamento

Centro de Reabilitação em Dependência Química é uma das opções para tratamento (J. Renato Queiroz )

Considerada uma doença incurável com reflexos diretos no aumento dos registros de violência, a dependência química é um problema de saúde que para ser tratado em unidades particulares custa caro. Embora atinja todas as classes sociais, são as famílias de baixa renda que têm a maior dificuldade de acesso ao tratamento adequado. No Amazonas, são três as portas que as pessoas com dificuldades financeiras têm para buscar apoio no enfrentamento dos problemas provocados pelo uso de drogas: policlínicas especializadas, o Serviço de Atendimento Psicossocial às Famílias (Sapif) na Seas e os Caps.

Uma das principais alternativas de tratamento aos usuários com dependência grave são as comunidades terapêuticas, onde os usuários podem ser internados. Por vários anos, vagas rotativas e em quantidade variáveis são disponibilizadas ao Estado, por meio de convênios firmados entre a Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas) e instituições privadas. A seleção para encaminhamentos às vagas disponíveis ainda é feita por meio do Serviço de Atendimento Psicossocial às Famílias (Sapif).

O Sapif funciona de segunda à sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h, na sede do órgão, na avenida Darcy Vargas nº 77, zona Centro-Sul. Segundo a Seas, o Sapif atende em média 15 pessoas diariamente.

Em 2012, 1.105 pessoas receberam tratamento de internação ou ambulatorial nas entidades conveniadas com o Estado. Em 2013, a média de atendimentos foi a mesma. Para garantir as vagas, saem dos cofres do Estado cerca R$ 1,6 milhão por ano, segundo dados da Seas.

CRDQ

Recém-inaugurado, o Centro de Reabilitação em Dependência Química (CRDQ) Ismael Abdel Aziz já registra 77 internações das 120 vagas disponíveis. Segundo a coordenadora estadual de saúde de tratamento de álcool e outras drogas, Lourdes Siqueira, a maioria dos pacientes internados mora em Manaus, embora haja também os de origem nos municípios de Nova Olinda do Norte, Manacapuru e Itacoatiara. O centro começou a funcionar no final de março.

Caps

Os encaminhamentos ao CRDQ são feitos por meio de profissionais ligados ao tratamento de saúde mental em Policlínicas do Estado em Manaus (veja boxe) e Centro de Atenção Psicossocial (Caps) dos municípios do Estado.

São três Caps em Manaus e 19 no interior do Amazonas, que tem 61 municípios. “Não é todo caso que acaba em internação. É preciso um diagnóstico. As policlínicas e os Caps podem encaminhar diretamente o pedido de internação”, esclareceu a coordenadora Lourdes Siqueira. As policlínicas funcionam de 8h às 17h.

N.A. é alternativa

Há ainda 22 grupos de Narcóticos Anônimos (NA), que funcionam nas zonas Oeste (3), Sul (8), Norte (2), Centro-Oeste (1), Centro-Sul (2), Leste (5), e no Compaj, Zona Rural (1). O NA é, em geral, formado por dois ou mais dependentes químicos em recuperação, que se reúnem regularmente com o propósito de, a partir do princípio dos doze passos para a recuperação, se apoiarem na resistência ao vício. No interior do Estado, há apenas 9 NAs

O grupo de Narcóticos Anônimos é frequentado por dependentes químicos em qualquer fase do tratamento e em graus diferentes da doença. O grupo não tem a autonomia de encaminhar para internação, mas é uma porta de apoio e esclarecimento a quem quer se tratar da doença. Na Seas, há informação de todos os grupos que funcionam no Amazonas.

Apoio da família é fundamental

Sem dados específicos sobre o Amazonas, a Secretaria Nacional de Política Antidrogas, num relatório de 2010, estima que 14,4% da população da Região Norte do País tenha experimentado alguma vez na vida drogas, com exceção de álcool e tabaco. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), até maio deste ano 2015 pessoas foram presas com envolvimento com tráfico de drogas.

De acordo com o diretor do Departamento de Proteção Social Especial, Ítalo Bruno Nonato, as vagas na clínica do Governo estão sobrando porque o CRDQ foi inaugurado há pouco tempo. “A quantidade de usuários é maior que as vagas. O consumo de uma única pedra de craque torna a pessoa dependente e sem cura. Tem controle, mas cura não tem. A qualquer momento, o dependente pode recair”.

Ítalo alertou que as famílias de usuários de droga também precisam de tratamento. “Os familiares querem que o usuário se interne para não vê o problema e esperam um milagre. Mas não é assim. A família adoece muito pior e precisa ser tratada”.

Ìtalo disse que “se manter limpo” é possível com o apoio dos familiares e amigos. “Fácil não é, mas se a família está preparada para isso, e entende, vai conseguir ajudar o dependente”, disse.

Interior do Estado esquecido

A exemplo dos demais serviços do Estado, o tratamento contra a dependência química também se concentra em Manaus. No entanto, os registros policiais indicam envolvimento de moradores de cidades do interior com drogas ilícitas e lícitas.

Das comunidades terapêuticas, que permitem internação, apenas uma fica foram de Manaus: a Fazenda Esperança, que oferece 50 vagas em São Gabriel da Cachoeira. Todas as demais se concentram nos arredores de Manaus.

O recém-inaugurado CRDQ fica no quilômetro 53 da Rodovia AM-010, que liga Manaus ao município de Rio Preto da Eva.

Encaminhamentos

As policlínicas que oferecem o encaminhamento para o CRDQ também ficam em Manaus. Os NAs tem apenas nove grupos no interior. Embora os Caps estejam presentes em 19 municípios, outros 42 municípios estão completamente descobertos de possibilidades de diagnóstico e encaminhamento para internação.