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Décima vítima denuncia enfermeiro por abuso sexual e polícia finaliza inquérito

A ex-gestora da unidade de saúde onde o enfermeiro cometia os crimes será convocada para prestar depoimento novamente e será indiciada por prevaricação

O delegado Gulherme Antoniazzi informou que as provas testemunhais das dez vítimas foram atreladas ao processo contra Ronaldo Augusto

O delegado Gulherme Antoniazzi informou que as provas testemunhais das dez vítimas foram atreladas ao processo contra Ronaldo Augusto (Antônio Menezes)

A décima vítima do enfermeiro Ronaldo Augusto Ferreira de Souza, 42, que é acusado de aliciar e estuprar pacientes do Posto de Saúde Lourenço Borges, compareceu ao 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e o denunciou, segundo anunciou o delegado Guilherme Antoniazzi na manhã desta sexta-feira (24). No total 14 vítimas foram ouvidas e denunciaram a ação, porém quatro vítimas – que são casadas - decidiram não formalizar a denúncia por temerem a exposição de suas identidades. A ex-gestora da unidade de saúde Cândida Rosa Fernandes Lima dos Santos, 48, será convocada para prestar depoimento novamente na próxima semana e será indiciada por prevaricação.

As informações foram repassadas pela equipe de investigação do 3º DIP durante uma coletiva de imprensa. Antoniazzi informou que Ronaldo estava preso desde o último dia 14 de janeiro por apenas duas denúncias e que a Polícia Civil tinha dez dias para concluir o inquérito policial, com as provas necessárias para a acusação do enfermeiro. Durante este período, mais oito vítimas formalizaram a denúncia, por meio do registro do Boletim de Ocorrência (B.O) e que foram atreladas ao processo enviado à justiça na quinta-feira (23).

O Ministério Público do Estado (MPE) analisará as denúncias e decidirá sobre o futuro de Ronaldo, que permanece preso no Centro de Detenção Provisória (CDP), localizado no quilômetro oito da BR-174.

Diretora pode ser presa

O delegado plantonista declarou ainda que a ex-gestora do posto de saúde, onde o enfermeiro cometia os crimes, será ouvida novamente na próxima semana e vai responder pelo crime de prevaricação (crime cometido por funcionário público contra a administração, ao deixar de cumprir os atos de ofício).

De acordo com uma das vítimas, Cândida Rosa foi procurada e informada sobre os abusos no posto de saúde, mas não tomou nenhuma atitude por ser amiga de Ronaldo.

*Colaborou o repórter Florêncio Mesquita do jornal A Crítica