Detentos do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado no Km 8 da BR-174, articulam uma rebelião após a transferência de ‘Zé Roberto’ e ‘Copinho’, xerifes que dominavam o presídio, e a exoneração do secretário de justiça e direitos humanos, Márcio Meirelles.
As informações são de uma fonte de dentro do presídio que afirma ainda, que os presos não gostaram das mudanças no sistema prisional. A ameaça ocorreu depois que José Roberto Fernandes Barbosa, o ‘Zé Roberto’ disse à imprensa que haveria rebelião nas cadeias depois da sua transferência para o presídio federal de Catanduvas, no Paraná, e de Cleomir Ribeiro de Freitas, o ‘Copinho’, para o presidido de Mossoró, no Rio Grande do Norte.
“As cadeias vão lombrar. Éramos nós que mantínhamos o controle e no último sábado(02) evitamos uma rebelião e salvamos muitas vidas’’, disse ‘Zé Roberto’ durante a transferência.
A equipe de reportagem entrou em contato com o secretario executivo da Sejus, coronel Louismar Bonates que confirmou que houve um alvoroço dentro do presídio após a declaração do ‘chefão do tráfico’, mas negou que haja ameaças de rebelião. Segundo ele, os presos agora se encontram tranquilos dentro das celas da unidade.
Exoneração
O secretário de justiça e direitos humanos Márcio Meirelles foi exonerado na última quarta-feira (6), depois de uma turbulência no sistema prisional do Estado. Fugas, rebeliões, espancamentos, denúncias e mortes de presos foram algumas das ocorrências dentro dos presídios durante os nove meses que ele esteve à frente da Sejus.
Fuga
No dia 2 de fevereiro, 42 detentos fugiram do Compaj por um túnel de aproximadamente 20 metros de comprimento, escavado em um das celas do pavilhão 1 do presídio.
Denúncia
Um policial denunciou na última terça-feira (5), a falta de contingente nos plantões da ala feminina do Compaj e a construção errada, do lado de fora da unidade prisional, de uma das guaritas laterais.
Segundo ele, a ausência de outros PMs pode facilitar fugas e rebeliões, pois permite que as guaritas fiquem sem vigilância. A equipe de reportagem esteve no local durante uma hora e, nesse período, nenhum policial foi visto nas guaritas.