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Estudo de ex-secretário da Sejus é destaque no mundo

Mestrado do ex-secretário de Justiça do Amazonas dá exemplos ao relatar modelo de formação de oficiais da PM no Estado

Para o advogado e ex-secretário da Sejus Márcio Rys, a realização do Curso de Oficiais da PM no Estado é fundamental

Para o advogado e ex-secretário da Sejus Márcio Rys, a realização do Curso de Oficiais da PM no Estado é fundamental (Arquivo/AC)

A dissertação de mestrado do advogado amazonense e ex-secretário de Justiça do Estado, Márcio Rys Meirelles de Miranda, que trata da formação de oficiais no Amazonas, ganhou o mundo e chamou a atenção de estudiosos de diversos países.

A dissertação, intitulada de “A Formação Profissional dos Oficiais da Primeira Turma do Curso de Bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão 2002/2005 no Estado do Amazonas”, foi elaborada sob a orientação do professor Vivente Riccio. O estudo trata da formação profissional de oficiais da Polícia Militar , em uma análise da primeira turma do curso de bacharelado em Segurança Pública e do Cidadão, a primeira realizada no Estado, quando foram formados 13 novos oficiais. Rys foi o coordenador acadêmico da turma.

O estudo analisou a adaptação do primeiro curso de formação de oficiais do Amazonas à Matriz Curricular Nacional(MCN) para o ensino policial, que é definido pelo Ministério da Justiça, através da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e institui as bases curriculares para a formação dos profissionais na área de segurança pública. E, segundo o advogado, o resultado dessa formação foi positivo.

De acordo com Rys, o trabalho revela o dimensionamento da formação do oficial da PM, consubstanciado pelo ensino, pesquisa e extensão, possíveis por meio de uma parceria entre a Polícia Militar e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Além da fronteira

Ainda surpreendido com o rumo que o trabalho tomou, Rys diss que se considera um privilegiado por levar a pesquisa para além das fronteiras do Amazonas e do Brasil.

Segundo ele, em julho de 2008, a dissertação de mestrado foi avaliada na Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, onde recebeu nota máxima. Em dezembro de 2010, ela foi encaminhada para a “The Lan and Society Association” com o título em português “Construindo novo currículo para a formação de policiais militares no Estado do Amazonas: As Virtudes e os limites das Orientações do Ministério da Justiça”.

O artigo foi selecionado e apresentado, em junho de 2011, para acadêmicos de diversos países interessados nos fenômenos sócio-políticos, econômicos e culturais emergentes na comunidade internacional.

E o interesse pelo assunto tratado na dissertação de mestrado do advogado amazonense não parou por aí. Em janeiro deste ano, foi elaborado um novo artigo científico intitulado de “Professionalizing the Amazonas Military Police Through Training” (Profissionalizando a Polícia Militar do Amazonas por meio de treinamento) e, em julho, o artigo foi publicado na revista britânica “Police Practice and Research: Internacional Journal” (Prática de Polícia e Pesquisa: Revista Internacional).

Homenagem

Esta semana, o advogado Márcio Rys Meirelles de Miranda recebeu a Medalha José Clemente Pereira na Câmara Municipal de Niterói como forma de reconhecimento à contribuição do trabalho acadêmico de Miranda para a formação profissional dos oficiais de segurança pública do Rio de Janeiro.

Curso local é essencial

A realização do Curso de Formação de Oficiais aqui no Amazonas é fundamental na preparação dos policiais amazonenses para a realidade do trabalho da PM no Estado. A constatação é do advogado Márcio Rys Meirelles de Miranda.

De acordo com ele, antes do primeiro Curso de Formação de Oficiais do Amazonas, que foi alvo do estudo do ex-secretário de Justiça, os policiais do Estado eram formados em academias de outras realidades do País e aprendiam a trabalhar em outras realidades, o que dificultava o trabalho deles.

“Agora eles são formados dentro da realidade em que vão trabalhar”, explicou o advogado.

As políticas públicas do Estado para a segurança pública foram levantadas por Rys no estudo, que ainda demandou um “raio-x” do planejamento e do orçamento da Segurança Pública do Estado.