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Ficaram de boca aberta: Manaus deixa a melhor impressão possível

Com o futebol local fora do cenário nacional do esporte, a capital amazonense foi, talvez, a mais criticada das 12 cidades-sedes da Copa do Mundo

De acordo com dados da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur) 14 mil turistas croatas e camaroneses passaram por Manaus durante a Copa do Mundo

Turistas ficaram encantados com a capital amazonense (Luiz Vasconcelos)

Das críticas à redenção. Essa foi a trajetória de Manaus na maior festa do futebol mundial, que pela primeira vez passou por aqui. Com o futebol local fora do cenário nacional do esporte, a capital amazonense foi, talvez, a mais criticada das 12 cidades-sedes da Copa do Mundo, pela mídia nacional e internacional, por quem vive no Amazonas - amazonenses ou não - e, até mesmo, por quem nunca tinha pisado em terras barés. E saiu de cena deixando a melhor impressão possível, escolhida pela Fifa como a melhor sede do Mundial e ganhando destaque na mídia internacional, após críticas ferrenhas.

Altas temperaturas, umidade elevada, isolamento, falta de tradição no futebol, problemas de mobilidade urbana, atraso nas obras e até animais selvagens no meio da rua viraram argumentos - mesmo que inverídicos -  de jornalistas estrangeiros, que ecoaram a declaração do técnico inglês Roy Hodgson, de que “Manaus era a sede a ser evitada”. Os tablóides britânicos The Guardian, The Telegraph e Mirror Sport foram apenas alguns dos que criticaram a escolha de Manaus como cidade-sede da Copa. O apresentador do programa Last Week Tonight, da HBO, John Oliver, chegou a dizer que a construção da Arena da Amazônia era um desperdício de dinheiro e classificou Manaus como “tão remota”, que as peças usadas na construção do estádio precisavam ser levadas de barco. 

Tudo conspirava contra. Mas antes mesmo de o árbitro apitar o início da primeira partida da recém inaugurada Arena da Amazônia, pela Copa do Mundo, o ‘banzeiro’ começou a virar a favor de Manaus, sorteada para ser palco daquele que era considerado um dos “duelos” mais esperados do Mundial: Inglaterra e Itália. A presença do craque português Cristiano Ronaldo, no confronto de Portugal com os Estados Unidos, e as partidas entre Camarões e Croácia - do grupo do Brasil - e Suiça e Honduras completaram a festa e colocaram a cidade sob os holofotes do mundo inteiro.

O dia 14 de junho chegou e o amazonense lotou a Arena da Amazônia e ajudou a colorir as ruas da cidade, da Ponta Negra ao Centro Histórico, para receber os turistas, estrangeiros ou brasileiros. Ao todo, mais de 80 mil visitantes passaram pela cidade durante os jogos do Mundial, e 80% deles prometeram voltar. A despeito de tudo que havia sido dito sobre Manaus, eles gostaram. Caso dos ingleses Martin Smith, 32, Sir Tim Rice e Louis Spiteri, 23, que vieram a Manaus pela primeira vez nesta Copa. “O que esta cidade tem de quente tem de sensacional! Nunca conheci pessoas tão amigáveis”, declarou Louis.

E foi justamente o tão temido calor que fez com que ingleses, italianos, norte-americanos, portugueses, camaroneses, croatas, suiços e hondurenhos se apaixonassem por Manaus: o calor humano, traduzido na hospitalidade do manauense, desde o voluntário bilíngue que trabalhou na Arena da Amazônia até o garçom, passando por taxistas, motoristas de ônibus e os vizinhos da mesa do bar. O morador de Manaus que mostrou ao mundo uma das coisas que melhor sabe fazer: receber bem. E  deixa a Copa com a sensação de missão cumprida.

Público na Arena surpreende

Apontado pela Fifa antes do início da competição como o jogo com a mais baixa procura por turistas estrangeiros em Manaus,  “Suíça e Honduras” foi a partida que registrou o maior público na Arena.

No primeiro jogo, “Inglaterra e Itália”, o público foi de  38.900 pessoas. Na partida, Camarões e Croácia, 39.800 pessoas assistiram a disputa. No jogo “Portugal e EUA”, no domingo passado, o número de torcedores presentes no estádio aumentou mais uma vez: 40.126 pessoas.

O último jogo, ontem, “Suíça e Honduras”, quebrou novamente o recorde de público da Arena da Amazônia : 40.322. A estimativa é que, desta vez, a maioria das cadeiras tenha sido ocupadas por amazonenses.

Cronologia

Reprovação:  “É o lugar que todos os 32 times provavelmente queriam evitar na Copa”, disse o  The New York Times.

Deboche:  “EUA vai encarar seu maior teste até agora: Manaus”, afirmou o site americano Yahoo Sports.

Ironia:  “Isso que acontece quando você coloca um estádio numa floresta tropical... isso atingirá os atletas” afirmou o NBC Sports.

Aprovação : Contrariando todas as análises da imprensa estrangeira, Fifa exaltou o desempenho de Manaus em sua revista.

Realidade: Quando se misturaram aos amazonenses, estrangeiros se encantaram com o tratamento que receberam.

Alegria: Alheios às críticas, amazonenses se divertiram nos jogos da Copa do Mundo em Manaus e esbanjaram simpatia.