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‘Gatos’ são encontrados no sistema de água da Zona Norte de Manaus

Eletrobras desliga ligações clandestinas em uma rede da Manaus Ambiental e deixa moradores do Cidadão 12 sem água

Duas subestações clandestinas foram desligadas no Conjunto Cidadão 12

Duas subestações clandestinas foram desligadas no Conjunto Cidadão 12 (Divulgação)

O desligamento de duas subestações clandestinas de energia elétrica, que alimentavam uma rede de captação de água que abastece o Conjunto Cidadão 12, na Zona Norte, deixou os moradores do conjunto sem água e levou a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Estado do Amazonas (Arsam) a notificar as concessionárias de energia elétrica e de água, ontem.

O chefe do departamento de Fiscalização de Saneamento da Arsam, Jorge Caresto, informou que a Manaus Ambiental, que é responsável pela rede de abastecimento de água do conjunto, foi notificada a regularizar a situação da rede elétrica clandestina. Já a Eletrobras Amazonas Energia, segundo Caresto, foi notificada a religar o sistema que abastece o reservatório, para que os moradores não ficassem sem água em casa.

“A Eletrobras tomou uma medida radical demais, deixando sem água centenas de pessoas que pagam suas contas e não têm nada a ver com a irregularidade praticada pela Manaus Ambiental. Que as empresas se acertassem entre elas, com notificação, multa, indenização, mas deixar as pessoas sem água não é justo”, justificou.

Durante a manhã, uma fiscalização da Eletrobras Amazonas Energia desligou as duas subestações, interrompendo o abastecimento de água no conjunto. De acordo com os técnicos da empresa, a ligação clandestina estava conectada à rede de média tensão (13.8 kV) da Eletrobras e colocava em risco a segurança da população, além de afetar a qualidade da energia fornecida para aquela região.

A concessionária Manaus Ambiental, por meio da assessoria, informou que a a titularidade do sistema do reservatório ainda está em processo de transição para a concessionária e que o sistema de fornecimento de energia para o reservatório ainda não é de responsabilidade da empresa.

Mas o posicionamento da empresa foi criticado pelo chefe de Fiscalização de Saneamento da Arsam, que contestou a informação. “O conjunto foi construído pelo Estado, mas depois que ele entrega à empresa, é responsabilidade dela. E a Manaus Ambiental já estava cobrando pelo serviço. Se para receber a conta de água a competência é dela, é também na hora de responder pela irregularidade. Se eles não fizeram a transição da titularidade, é outra irregularidade da concessionária”, declarou.

CT no ‘gato’

Quem também encontrou ligações clandestinas de energia elétrica durante vistoria realizada ontem foi o Ministério Público do Trabalho (MPT), durante fiscalização realizada no Centro de Treinamento da Mini Vila Olímpica do Coroado, na Zona Leste. De acordo com o MPT, a fiscalização do órgão constatou que todo o canteiro de obras do CT do Coroado, que está sendo preparado para a Copa do Mundo, fazia uso de energia elétrica de origem clandestina. A empresa Eletrobras Amazonas Energia foi acionada para auxiliar na fiscalização.