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Homem é baleado após discussão com suposto policial na Zona Sul

Alguns populares conseguiram conter o policial e o agrediram, mas nenhum morador soube informar o nome completo do suspeito

Diversas crianças, jovens e adultos que estavam na Praça do Polivante presenciaram a tentativa de homicídio

Diversas crianças, jovens e adultos que estavam na Praça do Polivante presenciaram a tentativa de homicídio (Vinicius Leal)

Paulo Gabriel Leal de Magalhães, 22, foi baleado com dois tiros nas costas disparados por um policial civil não identificado, por volta das 21h de sábado (8), bairro Japiim 1, na Zona Sul da capital. Gabriel estava em um bar na Feira do Japiim, rua Polivalente, e se desentendeu com o policial antes de ser alvejado. Após atirar, o policial foi desarmado e linchado por pessoas que estavam na praça ao lado da feira.

“Eles brigaram ali no bar do ‘Negão’ e o Gabriel já veio correndo baleado. O cara (policial) veio atrás com a arma na mão e atirando, mas não sei como tomaram a arma dele. Acho que as balas acabaram”, disse o comerciante Edmar Silva Araújo, 60. “Ele (Gabriel) conseguiu entrar no beco onde mora e pegaram esse policial. Deram (agrediram) tanto nesse homem”.

Diversas crianças, jovens e adultos que estavam na Praça do Polivante, que fica ao lado da rua Polivante, presenciaram a tentativa de homicídio. O policial atirou três vezes e dois projéteis atingiram a vítima. Alguns populares conseguiram conter o policial e o agrediram, mas nenhum morador soube informar o nome completo do suspeito e nem o que havia ocorrido com ele.

Após ser baleado, Gabriel foi levado para o Hospital e Pronto Socorro João Lúcio, onde até o fechamento desta edição permanecia em estado grave. “Era um policial velhinho. Ele até mancava. Dizem que ele mora em um condomínio aqui por perto, onde só tem ‘picão’. Parece que o Gabriel ‘deu’ uma de playboy para cima desse velhinho e o policial não gostou. Eles estavam embriagados”, contou Dilson Freitas, 38.

“O pessoal fala que o Gabriel tinha assaltado o policial, mas não sei. É o que o povo fala”, informou uma moradora de 13 anos que não quis se identificar. Outros moradores negaram a ocorrência de assaltos cometidos por moradores na rua Polivante. “O negócio do pessoal é fumar droga, mas briga e assalto não existe aqui”, disse Edmar Araújo, 60.

A tentativa de homicídio contra Gabriel não estava registrada nem no 1º nem no 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP), delegacias da área. Familiares de Gabriel não foram encontrados pela reportagem. No site do Tribunal de Justiça, não há registros com o nome de Paulo Gabriel.