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Leitor do Portal A Crítica flagra PM do Ronda no Bairro realizando extorsão

O soldado Marcos Balbe, 30, é lotado na 2ª Cicom e estava afastado das atividades há 67 dias, onde realizava um tratamento por dependência química

Um internauta leitor do Portal A Crítica flagrou um policial militar do programa de segurança Ronda no Bairro, identificado como soldado Marcos Balbe, recebendo das mãos de uma mulher o valor de R$ 20, o famoso "guaraná”, para livrar suspeitos que estavam em uma motocicleta com documentação irregular. O vídeo foi encaminhado à redação na manhã desta quinta-feira (5), porém foi gravado no início deste mês no município de Manacapuru (localizado na região Metropolitana de Manaus) e já está sendo compartilhado em grupos pelo celular.

Durante o vídeo, é possível ouvir o militar conversando com a pessoa que está despercebidamente registrando as imagens. Ele diz que os agentes de trânsito são inflexíveis na liberação de veículos neste tipo de ocorrência, apreendendo motocicletas irregulares e que chega a "dar pena" dos proprietários, mas declara que poderia liberá-los. Em seguida, uma senhora diz, naturalmente: “Olha o guaraná, vinte conto. Vá com Deus” (sic) e ri da situação.

O soldado Marcos Balbe, 30, é lotado na 2ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), situada no bairro Colônia Oliveira Machado, Zona Sul, e estava afastado das atividades há 67 dias, para realizar um tratamento contra dependência química no Procyon – programa da Polícia Militar para tratar os policiais da corporação com problemas com drogas. 

As informações foram repassadas pelo comandante da companhia, o major Freitas, após ser questionado pela equipe de reportagem do ACRÍTICA.COM sobre o caso. O comandante disse que estava ciente da existência do vídeo desde a manhã de quarta-feira (4) e entrou em contato com a direção do projeto. Ele foi informado que o soldado estava há alguns dias sem comparecer no tratamento.

“Assim que soube da existência do vídeo, entrei em contato com a diretora da unidade e ela informou que o militar não estava comparecendo ao tratamento de dependência química. Imediatamente, fui pessoalmente na casa do soldado, que fica em Manacapuru, e conversamos sobre a situação flagrada no vídeo. Ele confessou e, como comandante dele, iniciei os procedimentos administrativos cabíveis e o trouxe para a companhia”, declarou.

Durante o tratamento, o soldado não realizava as atividades policiais, sendo que deveria se dedicar exclusivamente ao tratamento. Questionado sobre o uso do fardamento e da motocicleta que pertence ao programa Ronda no Bairro durante a gravação, o major Freitas confessou que o veículo pertence à companhia e que Balbe tinha a autorização para utilizá-la no deslocamento que fazia todos os dias, de Manacapuru para Manaus.

“As motocicletas ficam no quartel e três policiais que moram no interior tem autorização para utilizar o veículo no deslocamento de suas casas até o trabalho. A iniciativa foi apenas para ajudar o militar em casos especiais, mas de forma alguma para colaborar com a prática criminosa. A atitude é condenável e não tolerado pelo comando da instituição e pode até ser expulso”, desabafou.

O soldado Balbe já procurou um advogado para responder o processo administrativo instaurado e ficará à disposição do comando da Polícia Militar, na sede da Cicom. Além disso, ele já é suspeito de extorsão e roubo de munições do quartel, como já foi repassado à Corregedoria da PM.

Este caso é apenas mais um que exemplifica a prática da extorsão - ou o "pagamento do guaraná" -, que há décadas se tornou comum na sociedade amazonense.

Confira mais informações sobre a reincidência desses casos na edição do jornal A Crítica desta sexta-feira (6)