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Manaustrans instala semáforo na avenida Djalma Batista e garante que não vai atrapalhar trânsito

Sem concluir estudo que aponta melhor alternativa para o trânsito, a instalação de um semáforo na avenida Djalma Batista, em frente ao shopping Manaus Plaza, na Zona Centro-Sul, está dividindo opiniões de pedestres e motoristas

A instalação de um semáforo na avenida Djalma Batista, em frente ao shopping Manaus Plaza, na Zona Centro-Sul, está dividindo opiniões de pedestres e motoristas

A instalação de um semáforo na avenida Djalma Batista, em frente ao shopping Manaus Plaza, na Zona Centro-Sul, está dividindo opiniões de pedestres e motoristas (Evandro Seixas)

A instalação de um semáforo na avenida Djalma Batista, em frente ao shopping Manaus Plaza, na Zona Centro-Sul, está dividindo opiniões de pedestres e motoristas. Enquanto os condutores afirmam que a implantação da sinalização vai piorar o trânsito e causar ainda mais congestionamento, quem anda por ali comemora, pois o local já foi cenário de vários acidentes envolvendo pedestres.

Segundo o diretor-presidente do Manaustrans, Paulo Henrique Martins, a medida é provisória até que sejam concluídos os estudos para verificar a viabilidade da implantação de uma nova passarela na avenida ou mesmo de uma passagem subterrânea para pedestres no local.

Em outubro, o Manaustrans informou que estava finalizando o estudo e encaminhando uma negociação junto aos empresários do shopping e da Faculdade Fametro para que eles colocassem em prática a alternativa que apontada pelo órgão, mas desde então, o estudo ainda não foi concluído.

Agravante

Para o motorista Claúdio Barbosa da Silva, 51, se o trânito na Djalma Batista já era complicado, a situação vai ficar muito pior, principalmente porque muitos motoristas que utilizavam a avenida Constantino Nery migraram para a Djalma Batista depois da instalação do sistema Bus Rapid System (BRS). É que, com o novo sistema, a faixa esquerda da via passou a ser exclusiva dos ônibus articulados, e os demais veículos precisam dividir as duas faixas restantes com caminhões e ônibus convencionais, que ainda circulam pela faixa da direita.

 “A Constatino Nery está intrafegável e muitas pessoas passaram a utilizar a Djalma como opção, mas com certeza daqui alguns dias a avenida também vai estar ainda mais tumultuada”, disse o motorista.

Segundo o vendedor Paulo Campos, 31, a colocação de um semáfaro parece mais uma medida paliativa para resolver um problema que deveria ter sido previsto quando construíram o shopping e a faculdade. “Se outros locais precisaram construir passarelas para garantir a segurança dos pedestres, não sei por que não fizeram isso na Djalma Batista”, acrescentou.

Garantia

De acordo com Paulo Henrique Martins, o sinal não afetará o fluxo de veículos da área, pois o mecanismo  do semáforo será acionado pelo próprio pedestre e, quando não houver fluxo de pessoas, e o tráfego de veículos fluirá normalmente.

Ainda de acordo com ele, a medida colabora na organização do trânsito, haja vista que,  antes, os motoristas paravam continuamente para as pessoas atravessarem e, com o semáforo, isso não deve ocorrer.

Sem passarela, shopping teve abertura ameaçada

No ano passado, o  Ministério Público Estadual (MPE) tentou impedir que o shopping Ponta Negra, na Zona Oeste, fosse inaugurado sem cumprir o acordo que previa a construção de uma passarela para pedestres no local.

Para o MPE, a inauguração sem a passarela iria contrariar o compromisso que a empresa JHSF Shoppings, responsável pelo empreendimento, assumiu com o município, no dia 16 de setembro de 2010.

No acordo, ficou acertado que a empresa construiria a passarela de pedestres sobre a avenida Coronel Teixeira, para dar segurança não só a clientes, mas a funcionários, e ainda atenderia todas as exigências impostas pelo município para garantir a acessibilidade do público que fosse ao centro de compras.

Na época, o promotor de Justiça Paulo Stélio disse que o que estava sendo feito no Shopping Ponta Negra era “exatamente o que deveria ter sido feito pelo poder público na época da construção dos outros shoppings”. “O Ministério Público está se antecipando para que não aconteça na Ponta Negra o que aconteceu na avenida Djalma Batista, onde o fluxo de pedestres é muito grande e não foi feito um estudo prévio”, dizia o promotor.

Depois de algumas reuniões ficou acertado que o shopping irá contruir a passarela até nove meses após a assinatura do Termo de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC).  Enquanto isso, os frequentadores do shopping atravessam por uma faixa de pedestres, onde foi instalado um semáforo com acionamento por botoeira sonora, pelos próprios pedestres.

O Manauara e o Amazonas Shopping são outros centros de compras que também precisaram construir passarelas para permitir o acesso, com segurança, dos pedestres.