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Missão: acreditar

Exemplos não faltam, vontade também. Histórias de pessoas que, igual a Umberto Calderaro Filho, tornaram o sonho delas realidade


Pais de Mateus Alves Gomes afirmam que sempre acreditaram na Justiça e que nunca desistiram de lutar pela condenação do motorista que atropelou o filho

Pais de Mateus Alves Gomes afirmam que sempre acreditaram na Justiça e que nunca desistiram de lutar pela condenação do motorista que atropelou o filho (Antonio Lima)

“O que moveu a nossa persistência foi o amor pelo nosso filho. E a nossa fé nos deu forças para acreditar que a Justiça seria feita. Depositamos nossa confiança na Justiça do Amazonas”. Essa foi a primeira manifestação do administrador Fernando Cavalcante Gomes, pouco mais de dez dias após a condenação do motorista Cristian Silva de Souza a 31 anos de prisão pelo atropelamento de Mateus Alves Gomes, 4 anos, em junho de 2010.

O menino, filho de Fernando, foi atropelado no dia 13, enquanto assistia à procissão em homenagem a Santo Antônio, na calçada da casa da avó, na rua Evangelista Brow, bairro Santo Antônio, Zona Oeste. Mateus estava com familiares e, por volta das 18h, eles foram atingidos por um Corsa Classic, de placas JWS-3946, dirigido por Cristian, que invadiu uma área restrita da procissão, causando o acidente.

O caso foi o primeiro do tipo a ser tratado como homicídio doloso, em que há intenção de matar. Foi considerado inédito, uma vez que nos crimes de trânsito é difícil condenar o responsável por homicídio doloso, visto que, na teoria, ninguém sai de casa com a intenção de matar alguém no trânsito.

“Tiraram de nós o que tínhamos de mais precioso e nos sentimos muito atingidos. Mas não desistimos. Envolvemos a mídia, a polícia, os familiares e fomos buscar a Justiça. Sempre acreditei que a Justiça seria feita”, declarou Fernando. O pai de Mateus conta que depositou sua confiança na Justiça para que o caso fosse encaminhado ao Tribunal do Júri. O julgamento de Cristian foi, então, confirmado pela 1ª Vara do Tribunal do Júri para abril deste ano.

A família de Mateus sempre esteve certa de que a classificação do crime como homicídio doloso seria mantida e que o réu seria condenado. Para eles, a condenação seria uma resposta à sociedade de que a Justiça foi feita. O pai de Mateus afirmou ter certeza da condenação do réu, mas não esperava que a pena ultrapassaria os 30 anos de reclusão. Ele considera a pena justa.

No dia do acidente, Cristian Silva de Souza alegou problemas no freio do veículo, mas também assumiu que estava sob o efeito de bebida alcoólica. O carro dirigido pelo réu imprensou o corpo de Mateus em uma mureta de pedras. O menino morreu na hora.

“A nossa reação imediata, no dia da condenação, foi a sensação de que a Justiça começava a ser feita. Lamentavelmente, quantas famílias não choram o que choramos também? Passamos a acreditar que a Justiça do Estado está em um novo momento. Usamos todas as nossas forças para acreditar. Serve de exemplo para que as pessoas não misturem álcool com direção”, desabafou Fernando.

Tragédia forjou um vencedor

Ultrapassando barreiras e vencendo desafios. Assim Janderson Viegas, 22, acredita que está superando as mudanças em sua vida após sofrer um grave acidente no dia 10 de julho de 2011. Ao sair de uma festa, ele pegou carona pra voltar pra casa com um motorista embriagado. O rapaz ficou em coma por cinco dias e teve a perna direita amputada. Após sete cirurgias, ficou entre a vida e a morte.

Uma infecção obrigou a amputação da perna direita, e a esquerda teve seis fraturas e rompimento dos ligamentos do joelho. Foram 11 cirurgias e um ano de tratamento para que ele pudesse dar os primeiros passos em agosto do ano passado, após completar um ano de vida nova. A recuperação dele chamou a atenção da família e dos médicos.

Há poucos meses Janderson tem mergulhado com braçadas fortes no sonho de chegar às paralimpíadas de 2016. Atualmente treina natação no Rio Negro Clube, no Centro. “A natação veio na forma de um sonho. Estava na UTI e sonhei que estava nadando”, disse.

Acreditar na persistência

Encontrar a dona de casa Jaqueline Bessa, 31, sentada na calçada ou brincando com o filho pequeno em frente à casa onde moram era impossível há algum tempo. O que se viu por muitos anos ali foi um trecho da rua Alameda A, no bairro Novo Reino 2, loteamento Castanheiras, Zona Leste, com falhas no sistema de escoamento que provocavam constantes alagações. Durante muito tempo, a dona de casa enfrentou os prejuízos enquanto persistia na busca da solução.

Por conta da falha no sistema de escoamento, Jaqueline e a família conviviam com uma enorme poça d’água que impedia que a moradora saísse e entrasse em casa. Quando chovia, a água suja invadia a garagem da casa. A estrutura de um dos cômodos da casa dela chegou a fica prejudicada.

Por muitas vezes, ela procurou a Secretaria Municipal de Infraestrutura em administrações anteriores. Para algumas pessoas, as tentativa estavam sendo feitas em vão. “Mobilizei vários abaixo-assinados. Disse a mim mesma que não desistiria”, relata. Há pouco mais de um mês, a prefeitura concluiu 300 metros de drenagem profunda e resolveu o problema.

Acreditar na mobilização

Foi preciso criar uma mobilização na rede social Facebook para que a praça principal do conjunto Santos Dumont, bairro da Paz, Zona Centro-Oeste, tivesse um atrativo para as crianças. Por dois anos, moradores pediram do poder público municipal melhorias no ‘parquinho’. A omissão fez com que eles colocassem a “mão na massa”.

Foi assim que o presidente da associação dos moradores, Denis Siqueira, 31, tomou a iniciativa de criar uma campanha na rede social. “Eu acreditava que dessa forma conseguiria colocar um atrativo para as crianças, sem que precisássemos continuar esperando pelo poder público”. O objetivo da campanha era arrecadar R$ 6 mil para comprar um playground.

No endereço (www.conjuntosantosdumont.com.br/playground) foram postadas fotos de como estava o parquinho e também do playground pretendido.

Logo após ser divulgada na Internet, em novembro de 2012, diversas pessoas aderiram à campanha. “A aceitação foi muito boa. Vi que as pessoas também acreditavam que podiam melhorar o espaço para as crianças do conjunto”, disse.